Foto: Reprodução
Larissa Karolina é apontada por conduta reiterada e cruel ao adotar animais com a intenção de executá-los
Por Redação
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) se manifestou contra o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Larissa Karolina Silva Moreira, presa no mês passado sob a acusação de adotar gatos para matá-los. Em manifestação protocolada na última sexta-feira (4), o MP defende a manutenção da prisão preventiva da investigada e solicita o acolhimento da ONG “Tampatinhas Cuiabá” como amicus curiae no processo.
Larissa foi detida após denúncias e depoimentos que apontam um padrão de adoção sucessiva de felinos por meio de redes sociais, com posterior desaparecimento dos animais. A acusação é sustentada por elementos como gravações com sons compatíveis a agressões, laudo pericial que identifica manchas semelhantes a sangue e o achado de cadáveres de animais, o que, segundo o MP, configura indícios consistentes de crime.
Para o Ministério Público, a prisão deve ser mantida diante da “gravidade concreta dos fatos” e da possibilidade de reiteração da conduta. A promotoria destaca que os elementos reunidos não se tratam de um caso isolado, mas de uma sequência de atos com “modus operandi” específico, caracterizado por crueldade e desrespeito à legislação de proteção animal.
A Defensoria Pública, responsável pela defesa da acusada, havia solicitado o relaxamento da prisão com base na alegação de ausência de flagrante e falta de fundamentação para a medida cautelar. No entanto, o desembargador Orlando Perri já havia indeferido o pedido liminarmente, e o parecer do MP reforça a recomendação de que o habeas corpus seja negado no mérito.
Além disso, o Ministério Público opinou favoravelmente à habilitação da ONG “Tampatinhas Cuiabá” como amicus curiae, reconhecendo a entidade como parte legítima para contribuir no processo. A ONG, responsável por comunicar os fatos à polícia, é reconhecida por sua atuação na defesa de animais e sua participação é considerada relevante para qualificar o debate jurídico.
Com base nos elementos apresentados, o parecer é pela manutenção da prisão preventiva e pelo reconhecimento da ONG como colaboradora técnica no caso. O posicionamento é assinado pelo procurador de Justiça Hélio Fredolino Faust e pelo promotor de Justiça designado Marcelo Caetano Vacchiano.

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