
Vítima relata agressões, ameaças e trabalho sem salário; suspeita nega e Polícia Civil investiga o caso
por Daniel Trindade
Uma mulher de 37 anos foi resgatada pela Polícia Militar em Sinop (MT) após denunciar que estava sendo mantida em cárcere privado e submetida a condições de trabalho sem remuneração em um estabelecimento comercial. A denúncia chegou às autoridades após a vítima conseguir pedir ajuda por meio das redes sociais.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais foram até o endereço informado e encontraram a vítima junto da suspeita, uma mulher de 30 anos. À equipe, a denunciante afirmou que passou a sofrer agressões físicas e ameaças de morte após ser acusada pela proprietária do local de desviar dinheiro do caixa.
Segundo o relato, além das agressões que teriam contado com a participação de uma terceira pessoa ela foi obrigada a continuar trabalhando sem receber salário, sob a alegação de que precisava quitar uma suposta dívida. A vítima também afirmou que era impedida de deixar o imóvel onde estava alojada, uma quitinete vinculada ao estabelecimento, e que teve o celular confiscado.
A mulher relatou ainda que vivia sob restrições, recebendo apenas uma refeição por dia e enfrentando situação de fome. Sem conseguir sair do local, ela disse que conseguiu acesso a um celular emprestado, criou um perfil em uma rede social e fez a denúncia por meio do Instagram de um grupo ligado à Polícia Militar.
Durante a abordagem, a suspeita negou todas as acusações. Ela afirmou aos policiais que não houve cárcere privado, agressões ou retenção de celular. Apesar disso, os agentes constataram que a vítima apresentava diversos hematomas pelo corpo, compatíveis com o relato de violência.
A denunciante também informou que as agressões teriam ocorrido nos fundos do estabelecimento, em uma área utilizada como residência pela suspeita, e que parte dos episódios pode ter sido registrada por câmeras de segurança e aparelhos celulares.
Ainda conforme o relato, a vítima trabalhava no local há cerca de quatro meses sem registro em carteira e estava há aproximadamente dois meses sem receber salário, permanecendo no emprego em troca de moradia e alimentação.
Diante dos indícios, os policiais apreenderam o sistema de armazenamento de imagens do circuito interno do estabelecimento, com autorização da própria suspeita, que alegou que o material poderia comprovar sua versão. O celular da vítima não foi localizado. Já com a suspeita, foram encontrados quatro aparelhos celulares dois deles danificados além de um caderno com anotações sobre valores que, segundo ela, teriam sido desviados.
As duas mulheres foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. A vítima, que apresentava lesões aparentes, deve passar por exame de corpo de delito. O caso segue sob investigação.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





