Foto: Reprodução
Pupy e Kenya percorreram mais de dois mil quilômetros desde a Argentina até Chapada dos Guimarães, onde iniciam nova fase da vida em ambiente de preservação
Por Redação
Duas elefantas africanas que passaram a maior parte da vida em cativeiro chegaram ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44, foram transferidas da Argentina e agora vivem em um espaço voltado à recuperação de animais silvestres resgatados de situações de confinamento.
A chegada de Kenya ocorreu na quarta-feira (9), após uma viagem de seis dias por rodovias brasileiras. Pupy, que já estava no santuário desde abril, foi a primeira a ser recebida entre as duas, e agora compartilha o espaço com a nova moradora. Ambas foram transportadas com acompanhamento técnico especializado e passam por um processo de adaptação ao novo ambiente.
Kenya viveu quase toda a vida sozinha no antigo zoológico de Mendoza. Já Pupy foi trazida da África do Sul para a Argentina em 1993 e permaneceu por mais de três décadas no ecoparque de Buenos Aires. Antes da transferência ao Brasil, cada uma delas passou por um longo processo de preparação, incluindo treinamentos comportamentais e dessensibilização ao uso da caixa de transporte.
Segundo os responsáveis pelo traslado, o fechamento da caixa de contenção exigiu paciência e técnicas específicas, devido à insegurança demonstrada pelas elefantas em diferentes etapas da operação. A logística do transporte foi planejada para garantir o bem-estar dos animais durante todo o trajeto, com monitoramento constante da equipe veterinária.
Atualmente, Kenya inicia o reconhecimento da nova área, enquanto Pupy já explora o espaço com maior familiaridade. As duas ocupam um setor do santuário especialmente estruturado para elefantes africanos. O SEB também abriga outras cinco elefantas asiáticas – Bambi, Mara, Raia, Maia e Guilhermina – todas resgatadas de circos e zoológicos.
A vinda de Pupy ao Brasil já havia sido anunciada em 2020, por meio de um acordo entre autoridades argentinas e o santuário. Inicialmente, ela seria transferida junto de Kuky, companheira de recinto, que morreu em 2024, antes da conclusão do habitat. No caso de Kenya, o processo de adaptação estava sendo realizado em paralelo ao de Tamy, um elefante asiático de 55 anos, que também faleceu antes da viagem, em junho deste ano.
O Santuário de Elefantes Brasil é uma iniciativa da sociedade civil organizada, sem fins lucrativos, voltada à reabilitação de elefantes mantidos por décadas em ambientes de confinamento. O projeto conta com o apoio de organizações internacionais reconhecidas, como ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants, e prioriza o respeito ao comportamento natural dos animais.
Localizado em uma área de mata preservada, o santuário não recebe visitantes, justamente para garantir que os elefantes não sejam expostos como atrações. A rotina dos animais, no entanto, pode ser acompanhada por meio das redes sociais e do portal oficial da instituição, que também promove campanhas de apoio financeiro, como a iniciativa “Adotar um Elefante”, voltada à manutenção dos cuidados e estrutura do local.

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