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Após ofensa, prefeita de Pedra Preta vê na decisão da Câmara a afirmação de que “não vamos nos calar”, defendendo maior participação feminina na política.
Da Redação
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Souza (PSDB), reagiu à cassação do mandato do vereador Gilson da Agricultura (União) pela Câmara Municipal como uma significativa vitória na luta contra a violência política de gênero. O parlamentar foi destituído após proferir ofensas à gestora, a quem chamou de “cachorra viciada”, durante uma sessão plenária em agosto.
“Não vamos ficar caladas”, declarou a prefeita, expressando um sentimento de justiça com o desfecho do processo. Iraci Souza, que acompanhou o julgamento que resultou na perda do mandato do vereador, ressaltou a presença de um plenário lotado, majoritariamente composto por mulheres, que testemunharam a votação.
A gestora destacou o amplo apoio recebido de diversas lideranças políticas estaduais, incluindo deputados e a primeira-dama Virgínia Mendes. Tal respaldo, segundo ela, foi crucial para o enfrentamento do episódio. “Isso fortaleceu muito para a gente ir em frente com esse processo. Não podemos ficar caladas porque somos mulheres. A luta continua por todas as mulheres”, enfatizou.
Para Iraci, a decisão representa um ponto de virada no combate à violência política de gênero no município. “Vejo isso como o início de um marco para a história da violência de gênero, principalmente aqui em Pedra Preta”, afirmou.
A prefeita também refletiu sobre os obstáculos que afastam a participação feminina da vida pública. “No mandato passado tivemos três ou quatro vereadoras, neste não tem nenhuma. Por quê? Por causa do medo”, questionou, defendendo veementemente a ocupação de mais espaços de decisão por mulheres. “Somos a maioria e temos que ocupar nossos espaços. Temos direitos e deveres e precisamos exercer isso.”
Ao concluir, Iraci Souza manifestou a esperança de que o caso sirva de inspiração para outras lideranças femininas. “Espero que as mulheres criem mais força e coragem, que existam políticas públicas que deem suporte. Muitas têm vontade de gritar, mas ficam com medo”, finalizou, reiterando que “a mulher não tem que estar onde os outros querem, mas onde ela quiser. Ela pode ocupar qualquer espaço dentro da sociedade”.

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