
Médicos afirmam, em relatório, que ex-presidente sente dores e desconforto por hérnia na região da virilha e crises de soluço que impactam alimentação, sono e respiração
Os médicos Claudio Birolini e Leandro Echenique elaboraram no final da tarde desta terça-feira (9) um relatório em que defendem aos advogados de Jair Bolsonaro (PL) que o ex-presidente seja submetido a uma nova cirurgia com anestesia geral.
A defesa do ex-presidente encaminhou pedido de transferência para prisão domiciliar e de cirurgia ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) horas depois. Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A equipe médica afirma que Bolsonaro “evolui com quadro de soluço incoercível prolongado e refratário às medidas convencionais”. Mesmo com o tratamento oferecido, o ex-presidente não apresentou melhora.
Os soluços de Bolsonaro geram, de acordo com seus médicos, “impacto significativo” em repouso, alimentação, sono, respiração e qualidade de vida.
Diante da ausência de melhora com os tratamentos menos invasivos tentados até agora, os médicos dizem ser necessário o “bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento reconhecido como opção terapêutica em casos de singultos graves e refratários”.
“A infiltração anestésica é devido à necessidade clínica imediata, visando reduzir a hiperatividade diafragmática responsável pelo reflexo do singulto e proporcionar alívio sintomático”, dizem Birolini e Echenique.
Os médicos afirmam que Bolsonaro apresenta também diagnóstico de “hérnia inguinal unilateral com indicação de tratamento cirúrgico, denominado herniorrafia inguinal convencional”.
Segundo Birolini e Echenique, o ex-presidente tem se queixado, nas últimas semanas, “de dores e desconforto na região inguinal [virilha], potencializados pelo aumento de pressão abdominal intermitente, causada pelas crises de soluços”. “Assim torna-se necessário o tratamento cirúrgico sob anestesia geral”, afirmam.
A equipe do ex-presidente sustenta que o tempo previsto de internação, se autorizada pelo ministro, será de cinco a sete dias. O período é indispensável, de acordo com os médicos, para “contemplar o período necessário para realização de ambos os procedimentos e analgesia pós-operatória, profilaxia de eventos trombóticos e fisioterapia motora”.
Os médicos afirmam ainda que, enquanto estiver internado no hospital, Bolsonaro também terá de ser submetido a outros exames para reavaliar as demais condições de saúde que inspiram cuidados:
- hipertensão essencial primária;
- estenose das artérias carótidas;
- doença do refluxo gastroesofágico com esofagite;
- neoplasia maligna da pele (câncer de pele);
- anemia por deficiência de ferro.
Com o relatório médico em mãos, a defesa de Bolsonaro solicitou a Moraes a autorização e remoção do ex-presidente a um hospital de Brasília para que seja submetido às intervenções cirúrgicas indicadas e demais exames recomendados.
A defesa solicita ainda a Moraes a autorização para deslocamento exclusivo para tratamento médico, mediante prévia comunicação ao ministro, ou, em casos de urgência, com posterior justificativa.
Os advogados pedem, por fim, a concessão de prisão domiciliar humanitária para que Bolsonaro cumpra a pena a que foi condenado em sua residência com uso de tornozeleira eletrônica e demais condições que Moraes entender necessárias.
CNN Brasil

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"



