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Na sessão inaugural do ano legislativo, Câmara critica atrasos e diz que irá aumentar cobranças a cada reunião
por Daniel Trindade
Na primeira sessão ordinária do ano da Câmara Municipal de Sinop, vereadores elevaram o tom contra a Associação Saúde em Movimento (ASM) e defenderam publicamente o rompimento do contrato com a organização social, responsável pela gestão da UPA 24 horas, da Policlínica Menino Jesus e de 13 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em Sinop. Parlamentares afirmaram que a Casa vai manter o tema na pauta e ampliar as cobranças a cada nova sessão, diante da sequência de denúncias envolvendo atrasos de salários e falhas no pagamento de prestadores de serviços.
Durante os pronunciamentos, vereadores relataram que profissionais da saúde voltaram a procurar o Legislativo para denunciar dificuldades financeiras e incertezas quanto ao recebimento de vencimentos. Segundo eles, os atrasos se repetem desde 2024 e já motivaram uma série de reportagens ao longo de 2025, nas quais médicos, enfermeiros e técnicos afirmaram trabalhar por até 40 e 60 dias sem receber. Também houve registros de que empresas responsáveis por ambulâncias, exames e alimentação hospitalar cobraram pagamentos mesmo após a Prefeitura informar que havia feito repasses à gestora.
O volume financeiro do contrato também foi citado em plenário. A ASM assumiu a administração das unidades por meio de um contrato emergencial firmado em 2024, inicialmente estimado em mais de R$ 75 milhões por 12 meses e posteriormente ampliado por aditivos. Para vereadores, os valores reforçam a necessidade de fiscalização rigorosa e de respostas imediatas diante das reclamações que, segundo eles, colocam em risco a regularidade do atendimento à população.
Parlamentares lembraram ainda que, em episódios anteriores, a Prefeitura sustentou que os repasses à organização social estavam dentro dos prazos previstos, enquanto a ASM atribuiu atrasos a trâmites administrativos e à conferência de contas. Esse impasse entre o Executivo e a gestora voltou a ser citado na sessão como um dos principais fatores da crise e foi usado como argumento para defender a adoção de medidas mais duras.
Ao final dos debates, vereadores afirmaram que a Casa pretende reforçar notificações formais, cobrar a aplicação de penalidades contratuais e avançar na discussão sobre a não continuidade dos serviços sob gestão da ASM, caso as irregularidades persistam. Segundo os parlamentares, a Câmara acompanhará o tema de forma permanente ao longo do ano legislativo, com novas cobranças públicas e eventuais convocações de representantes da Secretaria de Saúde e da empresa para prestar esclarecimentos.
ASM volta a atrasar salários e médicos em Sinop trabalham até 60 dias sem receber
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






