O tratamento de Thales deve durar cerca de 9 meses, nesse período as doações ainda serão necessárias.
Por Thaís Benfica/Repórter MT
Thales de Oliveira Paini, 17 anos, que tem leucemia mileoide grave, conseguiu arrecadar o suficiente para dar continuidade a segunda fase do tratamento, por isso o médico suspendeu temporariamente as transfusões de reposição para ele, até que as plaquetas voltem a cair. Ele precisava de 21 bolsas de sangue por dia.
Após divulgação da matéria do RepórterMT com apelo da família, Edlaine Lúcia Soares de Oliveira, mãe de Thales, informou que a cota de doações para Thales foi alcaçadas rapidamente e que, agora, os médicos esperam para ver como as defesas do corpo irão reagir para iniciar o segundo ciclo de quimioterapia.
O tratamento de Thales deve durar cerca de 9 meses, nesse período, doações frequentes serão necessárias.
Ao RepórterMT, Marileide, responsável pelo setor de doadores de sangue do banco de sangue Hemosan, do Hospital Santa Helena, disse que, além de Thales, o órgão atende outros quatro pacientes leucêmicos graves e pacientes de outros hospitais de Cuiabá e interior. Segundo ela, após as divulgações de arreadação de sangue, inúmeros doadores procuraram o Hemosan para doarem para Thales e os outros pacientes internados, mas como as transfusões tem validade muito curta, a movimentação deve continuar durante todo o ano.
No caso de Thales, e dos demais pacientes leucêmicos, as plaquetas presentes no sangue doado são usadas diretamente no tratamento. “O sangue tem uma validade de transfusão. Quando você doa seu sangue, você doa sangue total. Quando esse sangue total chega aqui, ele é fracionado e são divididas quatro hemocomponentes. Concentrado de hemácias, que são os globulos vermelhos, crioprecipitado, plasma e plaqueta. Os cinco pacientes leucêmicos estão tomando mais plaqueta e o outro tipo de hemocomponente que é o concentrado, as hemácias, eles também tomam, mas não todos os dias. O crio e o plasma eles não tomam. Ou seja, estão tomando somente o croncentrado e a plaqueta. E a maior diciculdade é encontrar doadores de plaqueta”, explicou.
Segundo ela, diferente do doador de sangue, o doador de plaquetas precisa atender a alguns requisitos como ser um doador ativo e estar bem de saúde. “O doador ativo é aquela pessoa que doa regularmente. Essa doação a mulher faz três vezes no ano, o homem faz quatro vezes. E para ser doador de plaqueta precisa ter mais de duas doações consecutivas, mas não é você doar em 2012 e doar de novo agora. Tem que ser doador ativo, também tem que ter acima de 60 quilos para fazer um exame de contagem de plaquetas um dia antes do doador ir pra máquina. A contagem tem que estar acima de 180, tem que ver também como estão as hemácias, também tem que estar vendo a hemoglobina”.
O processo também tende a ser mais demorado, enquanto uma doação de sangue demora entre cinco e quinze minutos, a doação de plaqueta demora uma hora e quarenta. Afinal, é necessário fazer triagem e alguns procedimentos antes da doação.
Outro empeilho é a durabilidade das plaquetas. Após a coleta, as plaquetas tem validade de cinco dias, enquanto as hemácias tem validade de 35 dias. Assim, todo o material coletado precisa ser transfundido para os pacientes dentro do prazo, para que as doações não sejam desperdiçadas. “Se não transfundirmos antes do vencimento, é um serviço jogado fora e não é correto fazer isso com o doador que vem aqui, doa seu sangue, tira um pouco do seu sangue pra ajudar o seu próximo. É como se a gente desprezase. E nós somos justos com essa parte”, destacou.
As doações, tanto de sangue quanto de plaqueta, são necessárias o ano todo. E assim como Thales, que passa por tratamento com quimioterapia, diversos pacientes necessitam de doações de sangue todos os meses do ano.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"



