Por Daniel Trindade
A Justiça de Tangará da Serra condenou V.A.M. a 70 anos, 8 meses e 17 dias de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável, cometido contra sua própria filha. Os abusos ocorreram entre 2019 e 2022, começando quando a vítima tinha apenas 12 anos, após o falecimento de sua mãe.
Em seu depoimento, a adolescente revelou que os abusos começaram quando ela “começou a virar mocinha”. Ela relatou que o pai a manipulava emocionalmente, afirmando que eram uma família e que ela ficaria sozinha no mundo sem ele. Ele frequentemente falava sobre Deus e família, levando-a à igreja e afirmando que seu comportamento era normal.
A vítima contou que o pai usava medicamentos de tarja preta para fazê-la dormir e, assim, cometer os abusos sem resistência. A adolescente também mencionou que faltava muito à escola, aparecia com hematomas e partes do cabelo arrancadas, resultado das brigas recorrentes com o pai.
A situação veio à tona quando a ex-madrasta da adolescente descobriu os abusos através de mensagens trocadas em redes sociais. Ela decidiu ajudar a enteada e a levou à assistência social, onde a jovem relatou os anos de abusos.
O promotor de Justiça José Jonas Sguarezi Junior destacou que o pai, “com consciência e vontade”, praticou atos libidinosos e conjunção carnal com a filha, que não podia oferecer resistência. A defesa tentou questionar a credibilidade da vítima e a falta de provas, mas a magistrada enfatizou que, em casos de violência sexual, a palavra da vítima é crucial para comprovar os fatos devido à natureza clandestina do crime.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





