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Ministério Público denuncia parlamentar por perseguição, agressões e ameaças, citando desrespeito a medidas protetivas e detalhando uso de arma e faca em supostas violências contra a ex-esposa.
Da Redação
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP) formalizou, nesta quinta-feira (23), uma denúncia contra o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL) e solicitou à Justiça a prisão preventiva do parlamentar. A promotoria alega crimes de perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça contra sua ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas, além de reiterado descumprimento de medidas protetivas.
Segundo a promotora Fernanda Raspantini Pellegrino, responsável pela denúncia, Bove teria ignorado sistematicamente as determinações judiciais, demonstrando “desprezo pelas restrições protetivas”. O MP argumenta que as medidas alternativas em vigor não são mais suficientes para garantir a integridade física e psicológica da vítima. Detalhes da denúncia, conforme veiculado, apontam para um “histórico de violência”, incluindo incidentes onde Bove supostamente manuseava uma arma de fogo de forma intimidatória na presença de Cíntia e até arremessou uma faca contra a perna dela. Além disso, teriam ocorrido beliscões e apertos nos seios da vítima.
A influenciadora Cíntia Chagas, com mais de 7,6 milhões de seguidores, celebrou a decisão nas redes sociais. “Para quem duvidou: lesão corporal. Hoje, durmo aliviada. Sigo acreditando na Justiça”, escreveu. A denúncia do MP ampliou o escopo do inquérito policial inicial, que havia concluído pela inexistência de provas de lesão corporal, mas que agora integra o relato da vítima entre as acusações formais.
O histórico do caso remonta a setembro de 2024, quando Cíntia Chagas denunciou o então marido à Polícia Civil, relatando abusos físicos e psicológicos durante o relacionamento de mais de dois anos. As denúncias levaram à concessão de medidas protetivas. Em setembro de 2025, Bove foi indiciado por perseguição e violência psicológica, embora o Conselho de Ética da Alesp tenha arquivado uma representação por quebra de decoro parlamentar.
Em contrapartida, Lucas Bove manifestou-se nas redes sociais, expressando surpresa com a denúncia e o pedido de prisão. Ele alegou que o MP teria pedido sua prisão “por ele responder a uma pergunta sobre fatos públicos” e criticou a ex-esposa por supostamente violar o sigilo judicial. Bove afirmou confiar na Justiça e disse que as acusações “descredibilizam” vítimas reais de violência.
A advogada de Cíntia Chagas, Gabriela Manssur, emitiu nota pública afirmando que “a Justiça não é palco para vingança, brincadeiras ou deboche, especialmente quando se trata de violência contra a mulher”. Ela ressaltou a importância da denúncia para a busca pela verdade e responsabilização, e encorajou vítimas a não se calarem. Por sua vez, a defesa de Lucas Bove, representada pela FELBERG Advogados Associados, declarou ter recebido o pedido de prisão com “enorme surpresa” e o considerou “descabido”, reiterando a confiança do deputado na Justiça e acusando a ex-esposa de vazamento contínuo de informações sigilosas.
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