
Hospitais operam com equipes reduzidas, cirurgias são afetadas e investigações apontam risco a pacientes em Sorriso e Sinop
da Redação
Leitos fechados, cirurgias suspensas e equipes reduzidas têm impactado o atendimento em hospitais públicos de Mato Grosso e colocado pacientes em risco.
O cenário levou o governo do Estado, sob gestão de Mauro Mendes, a ser alvo de ações do Ministério Público, que investiga falhas na assistência e cobra medidas para reverter a situação.
No Hospital Regional de Sorriso, parte dos leitos deixou de funcionar por falta de profissionais. A unidade possui 143 leitos cadastrados, mas operava com apenas 116 ativos. Em períodos mais críticos, até 28 leitos foram fechados.
A redução impactou diretamente o atendimento e levou à diminuição e até paralisação de cirurgias eletivas.
A falta de profissionais está no centro do problema. A unidade operou com número insuficiente de servidores, principalmente na enfermagem, o que dificultou o atendimento aos pacientes e aumentou o risco de falhas.
Com equipes reduzidas, atividades essenciais passaram a ser realizadas sob pressão, como administração de medicamentos e monitoramento de pacientes.
A situação também afetou áreas sensíveis. Em determinados períodos, não havia profissionais especializados suficientes para acompanhar partos, comprometendo atendimentos de maior risco.
Além disso, foram identificados problemas estruturais, como infiltrações, falta de água, ausência de climatização e condições inadequadas de higiene.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Os questionamentos encaminhados incluíram o déficit de profissionais por unidade, número de leitos fechados por falta de pessoal, impacto no atendimento, relação entre equipes e pacientes, além das medidas adotadas para recomposição das equipes e previsão de convocação de aprovados em concurso público.
Diante do cenário, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) acionou o governo e solicitou um plano de reestruturação da unidade, com recomposição de equipes, reabertura de leitos e melhorias na estrutura física.
Em Sinop, a falta de profissionais também é alvo de investigação. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito para apurar irregularidades e o déficit de servidores no hospital regional.
Relatórios apontam ausência de profissionais em áreas essenciais, como farmácia, além de déficit de enfermeiros e técnicos de enfermagem. Segundo o MPF, a situação compromete o atendimento e coloca pacientes em risco.
Mesmo com equipes reduzidas, a unidade realizou uma cirurgia inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando a atuação dos profissionais mesmo diante da sobrecarga.
Relatos de servidores mostram o impacto direto da falta de pessoal. Em depoimentos, profissionais relatam jornadas exaustivas e dificuldade para atender todos os pacientes.
“Estamos enfrentando jornadas exaustivas por conta da falta de funcionários. São muitos pacientes para poucos profissionais. Trabalhamos com medo de não conseguir atender as pessoas a tempo”, afirmou um servidor.
Segundo o relato, há setores com cerca de 30 pacientes para quatro técnicos de enfermagem e um ou dois enfermeiros.
Mesmo com concurso público homologado para a área da saúde, com formação de cadastro de reserva, unidades seguem operando com déficit de profissionais.
Não perca nenhum detalhe desta e de outras notícias importantes. Siga nosso canal no WhatsApp e acompanhe nosso perfil no Instagram para atualizações em tempo real.
Tem uma denúncia, sugestão de pauta ou informação relevante? Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp ou pelo telefone (66) 99237-4496. A sua participação fortalece um jornalismo comprometido com a comunidade
Redação
Este é o seu portal de notícias da nossa região. No nosso site, você encontra as informações mais relevantes e atualizadas sobre tudo o que acontece por aqui. Nossa missão é manter você informado com conteúdos de qualidade, escritos por colaboradores que conhecem a fundo a realidade local.








