
Em meio à mobilização dos agricultores gaúchos, Emerson Antonioli, produtor de Sinop e gaúcho de Nova Prata, declara apoio à causa e alerta para o colapso do agro sem políticas públicas eficazes.
por Daniel Trindade
Crise agrícola no RS mobiliza produtores e ganha apoio de Emerson Antonioli, agricultor de Sinop : “Não temos mais política agrícola, o agro está abandonado”
A mobilização dos agricultores do Rio Grande do Sul tem ganhado repercussão nacional e se transformado em um verdadeiro grito de socorro do setor que sustenta a economia brasileira. Enfrentando uma crise severa causada por eventos climáticos extremos, endividamento rural, falta de crédito e ausência de seguro agrícola, os produtores gaúchos lançaram nas redes sociais o movimento #SOSBrasil, com o objetivo de denunciar o abandono do setor e pressionar o governo federal por medidas emergenciais.

Entre os apoiadores mais enfáticos da mobilização está o empresário e agricultor Emerson Antonioli, natural de Nova Prata (RS) e hoje residente em Sinop, no norte de Mato Grosso, um dos maiores polos de produção agrícola do país. Em vídeo publicado nas redes sociais, Emerson falou diretamente aos agricultores gaúchos e manifestou apoio total à causa. Suas declarações refletem o sentimento de indignação e solidariedade compartilhado por produtores de várias regiões:
“Falando com vários amigos produtores do Rio Grande do Sul, amigos de partido, companheiros do PL, entendemos a gravidade da situação. Os produtores gaúchos passaram por vários problemas climáticos nos últimos anos. É lamentável que isso esteja acontecendo. Não temos política agrícola, não temos seguros, não temos mais nada sobre a agricultura. É um desfaz completo do agro.”
A mensagem de Antonioli também traz um alerta sobre os riscos de uma crise nacional, caso medidas não sejam tomadas com urgência :
“Quando se corta o crédito da agricultura, se inflaciona o alimento. A lei da oferta e da procura é clara. Vocês, produtores do Rio Grande do Sul, têm nosso total apoio aqui do Mato Grosso. Sabemos que hoje ou amanhã o problema vai bater aqui também. É um efeito dominó. Sem política agrícola definida, logo todo o Brasil estará em colapso.”
Além de produtor, Emerson é empresário e tem atuação política em Mato Grosso. Sua fala foi amplamente compartilhada por agricultores e lideranças do agro, justamente por expressar o que muitos sentem : o campo está sendo ignorado enquanto o custo de produção aumenta, o acesso ao crédito encolhe e as políticas públicas desaparecem.

Segundo relatos de entidades rurais, muitos produtores no Sul já acumulam prejuízos consecutivos e não conseguem mais acesso ao crédito oficial. A ausência de seguro rural eficiente agrava ainda mais o cenário, especialmente diante de estiagens e enchentes que vêm comprometendo as safras nos últimos anos. Pequenos e médios produtores relatam risco iminente de falência.
A frase “Vamos parar o Brasil”, que acompanha o movimento nas redes sociais, não é apenas um desabafo. É uma ameaça real de paralisação nacional, caso o governo federal continue omisso. Mobilizações, protestos e bloqueios organizados já estão sendo articulados por sindicatos e cooperativas rurais em diversas regiões.
Emerson Antonioli encerrou sua mensagem com um chamado à união : “Falo de coração aos gaúchos: vocês têm o nosso total apoio. Aqui quem fala é o gaúcho de Nova Prata, que mora no Mato Grosso. Essa luta é de todos nós.”
A crise agrícola no Brasil, antes considerada localizada, pode se transformar em um problema nacional se não houver ação imediata. Os produtores estão cansados de promessas e esperam políticas agrícolas estruturadas, linhas de crédito acessíveis, renegociação de dívidas e segurança jurídica para continuar produzindo.

O campo pede socorro, e a sociedade precisa escutar. A agricultura brasileira não pode ser lembrada apenas na balança comercial. É ela que alimenta o país e agora precisa ser alimentada com respeito, apoio e ação concreta.
O Brasil que se orgulha de ser o celeiro do mundo precisa, antes de tudo, cuidar de quem está com os pés na terra e as mãos no trabalho. O grito que parte do Sul e ecoa no Centro-Oeste não é apenas de revolta, mas de resistência. O agro não quer favores, quer políticas públicas sérias, respeito institucional e um governo que compreenda que, sem o campo, o país para. E dessa vez, se nada for feito, os tratores podem mesmo parar não por fraqueza, mas por exaustão.
Assista o vídeo:
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





