Corregedoria da Polícia Civil investiga confronto entre servidores; Bruno França perdeu parte dos dedos da mão e segue internado
Da Redação
Dois dias após ter o carro atingido por cerca de 15 tiros em Sorriso, o delegado da Polícia Civil Bruno França foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil após o confronto armado com o investigador Roberto Pinto Ribeiro, conhecido como “Betão”.
O caso, registrado na noite de quarta-feira (13), é investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e expôs uma crise interna envolvendo dois servidores da corporação no norte de Mato Grosso.
Segundo a Polícia Civil, o investigador foi ouvido, prestou declarações e acabou liberado após as primeiras diligências.
Já Bruno França permanece internado e ainda não foi interrogado formalmente. Ele foi baleado durante a troca de tiros, passou por cirurgia na mão e segue sob acompanhamento médico após perder parte dos dedos atingidos pelos disparos.
As investigações preliminares apontam que o conflito teria começado após troca de mensagens e desentendimentos entre os dois policiais civis.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o investigador relatou que vinha sendo ameaçado pelo delegado e afirmou ter reagido em legítima defesa.
Segundo a versão apresentada à polícia, Bruno França teria ido até a residência do investigador, no bairro Recanto dos Pássaros, para confrontá-lo. Foi nesse momento que aconteceu o tiroteio.
Mesmo ferido, o delegado conseguiu dirigir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu os primeiros atendimentos antes de ser transferido ao Hospital Villa Romana.
Durante a ocorrência, policiais apreenderam uma pistola Glock 19, uma espingarda calibre 12, munições, carregadores e equipamentos táticos.
Em nota, a Polícia Civil informou que a Corregedoria-Geral acompanha o caso desde a madrugada de quinta-feira (14) e afirmou que segue realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do confronto.
“A Corregedoria-Geral segue com o trabalho de apuração, visando o esclarecimento dos fatos e das circunstâncias do ocorrido”, diz trecho da nota oficial.
O caso ganhou repercussão ainda maior após vir à tona que Bruno França havia sido julgado um dia antes do tiroteio por um processo envolvendo abuso de autoridade em Cuiabá.
Em 2022, o delegado foi filmado entrando em uma residência em um condomínio de luxo e ameaçando uma empresária durante uma discussão. A Justiça reconheceu abuso de autoridade, mas absolveu o delegado da acusação de invasão de domicílio.
Apesar da condenação, ele poderá recorrer em liberdade e não perdeu o cargo público.
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Redação
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