Por Daniel Trindade
A cidade de Tapurah, situada a 389 km de Cuiabá, enfrenta uma Ação Popular que busca bloquear a realização de uma festa de Réveillon com orçamento de R$ 2,494 milhões. A polêmica gira em torno do evento planejado, que ocorre enquanto o hospital municipal permanece interditado devido a sérias irregularidades.
A celebração de Réveillon está prevista para acontecer entre os dias 27 e 31 de dezembro, com shows de artistas renomados como Yasmin Santos, as duplas Fernando e Sorocaba, Antony e Gabriel, Maria Cecília e Rodolfo, além da banda Tradição.
O advogado Juliano Brustolin apresentou um pedido de liminar na quarta-feira (18), após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) dar o aval para o evento, apesar dos alertas sobre possíveis infrações à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A decisão segue a inspeção da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que levou à interdição do hospital municipal por irregularidades graves identificadas em 26 de novembro.
Brustolin enfatiza que essas falhas no hospital evidenciam a urgência de redirecionar os fundos para resolver questões básicas de saúde pública. Ele também mencionou que Tapurah já foi alvo de uma ação civil pública em outubro, que expôs problemas em escolas, falta de sinalização viária e deficiências nos serviços de saúde.
Segundo a Lei Complementar nº 101/2000, a gestão responsável das finanças públicas requer eficiência nos gastos. Brustolin destaca que o custo elevado da festividade contrasta com a fragilidade das finanças municipais e as necessidades urgentes em setores críticos como a saúde.
Com o término próximo do mandato do prefeito Carlos Capeletti (UNIÃO), há preocupações de que tal gasto possa agravar ainda mais a situação fiscal do município, comprometendo o equilíbrio financeiro.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






