
Moradores e empresários criticam o governo estadual e apontam vulnerabilidade diante da expansão imobiliária vertical.
por Daniel Trindade
A cada novo prédio que se ergue no horizonte de Sinop, cresce também a preocupação com a segurança da população. O município, que desponta como um dos maiores polos de desenvolvimento de Mato Grosso e referência em arrecadação, vive uma contradição preocupante: está há dez anos sem caminhão autoescada do Corpo de Bombeiros, equipamento indispensável para combate a incêndios e resgates em altura.
Segundo foi apurado, Sinop já contou com um caminhão autoescada antigo, mas o veículo foi enviado a Cuiabá para manutenção e nunca mais retornou. Desde então, a cidade, que hoje concentra diversos empreendimentos imobiliários acima de dez andares, depende apenas de recursos básicos. A ausência desse equipamento dificulta o trabalho da corporação local, que se esforça para atender a população, mas sem as ferramentas adequadas para enfrentar situações de maior gravidade.
Com a verticalização em ritmo acelerado, a falta de estrutura não passa despercebida. Moradores relatam insegurança diante da possibilidade de incêndios em prédios residenciais ou comerciais. Já empresários do setor imobiliário, responsáveis por investimentos milionários na cidade, alertam que a carência de equipamentos pode afastar investidores e comprometer a imagem de Sinop como polo moderno e seguro. “Estamos construindo em altura, mas sem a mínima garantia de que teremos condições de resposta em caso de tragédia. É um risco que não condiz com o porte de uma cidade como a nossa”, afirmou um empresário do ramo de construção civil.

As críticas se concentram no governo do estado, apontado como responsável por não ter providenciado a substituição ou aquisição de um novo caminhão autoescada ao longo dessa década. Para muitos, esse tempo já foi mais do que suficiente para resolver a questão, considerando a relevância econômica e a contribuição de Sinop para os cofres estaduais.
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros atua no limite de sua capacidade. Em casos de incêndio em andares elevados, os militares só conseguem agir até onde os equipamentos manuais permitem, o que gera uma vulnerabilidade evidente. “A corporação faz seu trabalho com dedicação, mas falta estrutura. E quem paga essa conta é a população”, disse um morador do centro da cidade.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do Governo do Estado e deixa o espaço aberto para esclarecimentos sobre a ausência de caminhão autoescada em Sinop e se há previsão de investimentos para suprir essa demanda urgente.
Enquanto isso, fica o alerta: Sinop cresce, se verticaliza e ergue prédios cada vez mais altos, mas a segurança não acompanha o mesmo ritmo. E, em caso de tragédias, não será por falta de aviso.

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"




