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Presidente da Fessp afirma que haveria maioria para aprovar RGA se projeto tivesse sido enviado
A presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (Fessp), Carmem Machado, afirmou nesta quarta-feira (14.01) que o Governo do Estado adotou uma estratégia para adiar a votação da Revisão Geral Anual (RGA) ao não encaminhar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso o projeto de lei que prevê reajuste de 4,26% aos servidores públicos. Segundo ela, a ausência da proposta, mesmo diante da expectativa de uma sessão extraordinária, gerou indignação e ampliou a mobilização da categoria.
Em entrevista à imprensa, Carmem disse que o sentimento dos servidores é de “lástima” diante da condução do tema pelo Executivo. “Estamos sentindo indignação com a falta de respeito que o governador do Estado e a Casa Civil têm com os servidores públicos, que são os responsáveis por mover essa roda gigante que é o Estado de Mato Grosso. Nós não vamos desistir”, declarou.
De acordo com a sindicalista, os servidores aguardavam debater o atraso com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), e com o colégio de líderes, justamente para tratar do envio da mensagem do Executivo. Para ela, o atraso não é casual. “Ora, isso nada mais é do que uma estratégia de desmobilizar. Já se sabia que haveria sessão extraordinária. Não enviar a mensagem em tempo hábil nos parece uma grande manobra”, afirmou.
Carmem ressaltou que, caso o projeto tivesse sido encaminhado, haveria votos suficientes para aprovação. “Se a votação fosse hoje, nós teríamos facilmente uma ampla maioria. Até entendemos, nas entrelinhas, que essa falta de envio é para ganhar espaço no parlamento e tentar impedir que os servidores tenham sucesso nos seus objetivos”, disse.
O Executivo ainda não encaminhou à Assembleia o projeto que concede RGA de 4,26%, índice baseado no IPCA, com impacto estimado em cerca de R$ 1 bilhão neste ano. O reajuste alcança servidores de todos os Poderes — Executivo, Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública — e representa um impacto mensal aproximado de R$ 80 milhões na folha de pagamento. O índice, no entanto, não atende à reivindicação das categorias, que cobram recomposição de 19,5%, referente às perdas acumuladas durante a pandemia da Covid-19.
Após conversar com o presidente da Casa, a entidade aceitou aguardar o prazo de 24 horas citado por Russi para que o Governo encaminhe a proposta. Ainda assim, Carmem cobrou o cumprimento do compromisso de inclusão do reajuste na folha de janeiro. “Estamos contando que esse índice oficial caia ainda na folha de janeiro. Isso é um compromisso que deveria ser do Governo, porque todos sabiam que hoje haveria essa votação”, afirmou.
VGN

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