
Sistema foi desenvolvido pelo Banco Central ao longo de anos e lançado em 2020 após planejamento iniciado em 2016
por Daniel Trindade
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos que transformou a forma como brasileiros movimentam dinheiro, foi lançado em novembro de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro. Apesar disso, a base do projeto já estava definida antes das eleições de 2018, o que indica que sua implementação ocorreria independentemente de quem assumisse a Presidência da República.
Desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, o Pix começou a ser concebido em 2016, ainda no governo de Michel Temer. A proposta surgiu dentro de uma agenda de modernização do sistema financeiro, com foco em ampliar o acesso a serviços bancários, reduzir custos e acelerar a digitalização dos meios de pagamento.
Entre 2017 e 2018, o projeto avançou em estudos técnicos e definições estruturais. Quando ocorreu a eleição presidencial, o modelo de pagamentos instantâneos já estava em estágio avançado dentro do Banco Central. Na prática, isso significa que, independentemente do vencedor inclusive se Fernando Haddad tivesse sido eleito, o cronograma dificilmente seria interrompido, já que se tratava de uma iniciativa institucional da autoridade monetária.
Em 2019, sob a presidência de Roberto Campos Neto, o Pix foi oficialmente apresentado ao mercado, com calendário definido e adesão das instituições financeiras. O desenvolvimento seguiu ao longo de 2019 e 2020, com testes, ajustes regulatórios e integração entre bancos e fintechs.
O sistema entrou em funcionamento dentro do prazo previsto, em novembro de 2020, consolidando um projeto que já vinha sendo construído há anos. O histórico mostra que se trata de uma política conduzida pelo Banco Central, com continuidade mesmo diante de mudanças de governo.
Ao mesmo tempo, o avanço do Pix trouxe à tona discussões sobre tributação de transações digitais. Durante o governo Bolsonaro, a equipe econômica comandada por Paulo Guedes chegou a estudar a criação de um imposto sobre movimentações eletrônicas, nos moldes da antiga CPMF. A proposta poderia atingir operações digitais, incluindo o Pix, mas não foi levada adiante.
Nos anos seguintes, o tema voltou ao debate público sob outro enfoque. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, não houve criação de imposto sobre transferências via Pix. As medidas adotadas se concentraram na ampliação da fiscalização por parte da Receita Federal do Brasil, com uso de dados financeiros para identificar inconsistências entre movimentação e renda declarada.
Hoje, o Pix segue sem cobrança de imposto sobre transferências entre pessoas físicas. O sistema permanece gratuito na maior parte dos casos e se consolidou como o principal meio de pagamento do país.
A trajetória deixa claro que o Pix não nasceu de uma decisão isolada, mas de um processo que atravessou governos. Com estrutura já definida antes de 2019, sua implantação ocorreria independentemente do resultado eleitoral, dentro de uma política de longo prazo conduzida pelo Banco Central.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






