Decisão transfere socorro para Bombeiros e consolida política de privatização herdada de Mauro Mendes; especialistas alertam para desmonte de serviço que salvou 51 mil vidas
Por Redação
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sacramentou o encerramento do atual modelo de gestão do SAMU em Mato Grosso, transferindo a responsabilidade do atendimento de urgência para o Corpo de Bombeiros. A manobra é o passo mais contundente da lógica de negócios públicos estabelecida nos últimos oito anos pela gestão de Mauro Mendes (União Brasil). Nesse cenário, o Estado deixa de ser o executor direto dos serviços para atuar apenas como um administrador de contratos entregues à iniciativa privada.
Ao ser confrontado sobre o desligamento de 56 profissionais qualificados, entre condutores, enfermeiros e técnicos de enfermagem, Pivetta adotou um tom de desdém que gerou revolta nas categorias. O governador afirmou que quem for bom profissional não fica na rua e que o setor privado deve absorver os demitidos. Para o governo, a meta é simplificar a máquina pública e reduzir gastos. A atual gestão aplica o conceito de Estado mínimo justamente no serviço de salvamento que realizou mais de 51 mil atendimentos apenas no último ano.
Na prática, o cidadão enfrenta o risco real de um desmonte em uma estrutura médica que lida com a vida e a morte. Enquanto ambulâncias são flagradas paradas em pátios no bairro Coxipó, o governo defende que a nova administração trará economia fiscal. No entanto, sindicatos e parlamentares de oposição denunciam que a troca de técnicos civis experientes por uma gestão focada em metas financeiras e terceirizações pode custar minutos decisivos em casos de infarto ou acidentes graves. A crítica central aponta que o governo mantém altos subsídios para grandes empresas enquanto economiza no fôlego de quem depende do SUS.
O embate político agora ganha força na Assembleia Legislativa, mas a fala de Pivetta já traçou a linha divisória para a eleição de 2026. Mato Grosso entra em um debate profundo sobre as consequências da terceirização desenfreada. O eleitor terá que decidir se aceita que a saúde pública seja gerida como um balcão de negócios privados ou como um direito humano fundamental que não pode ser reduzido a uma planilha de custos.
Redação
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