CGE investiga Instituto Pronatur por superfaturamento em kits agrícolas; carros de luxo e imóveis estão no radar para ressarcimento ao Estado
Da Redação
O Governo de Mato Grosso oficializou a abertura de um Processo Administrativo de Responsabilização contra o Instituto de Natureza e Turismo, o Pronatur, para apurar um esquema de corrupção que movimentou R$ 28 milhões na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF). A portaria, publicada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), atinge diretamente o patrimônio pessoal do diretor-presidente da entidade, Wilker Weslley Arruda e Silva, permitindo que seus bens sejam usados para devolver o dinheiro aos cofres públicos.
As investigações apontam que o instituto recebeu repasses milionários sem licitação para o fornecimento de equipamentos agrícolas em 2024. Auditorias da CGE identificaram indícios de fraude, manipulação de contratos e obtenção de vantagens indevidas. Wilker foi alvo central da Operação Suserano, que desarticulou o balcão de negócios dentro da secretaria. Na ocasião, a polícia descobriu uma elevação patrimonial incompatível com a renda do gestor, incluindo carros de luxo e imóveis avaliados em cerca de R$ 1 milhão.
Na prática, o cidadão de Mato Grosso paga a conta de um serviço que deveria fortalecer o pequeno produtor, mas que serviu para o enriquecimento ilícito dos envolvidos. O processo busca a desconsideração da personalidade jurídica para garantir que as multas, que podem chegar a 20% do faturamento da entidade, recaiam sobre o patrimônio de quem operou o esquema. A comissão processante tem o prazo legal para concluir os trabalhos enquanto a rede de influência na pasta segue sob análise rigorosa.
O desfecho do caso pode resultar no banimento do instituto de novos contratos públicos e na obrigação de devolver integralmente os valores desviados. Para a população, a mensagem da CGE é clara: o dinheiro da agricultura familiar não pode ser desviado para o luxo pessoal de gestores sem punição severa e imediata. Mato Grosso agora acompanha se a justiça atingirá, de fato, o bolso de quem lesou o erário.
Redação
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