Denúncia relata uso de contas pessoais para receber ofertas e aponta abusos psicológicos contra seminarista; caso é investigado pela Polícia Civil
Da Redação
O padre Vandilson Pereira Sobrinho, que atua em Barra do Garças, é investigado pela Polícia Civil após determinação do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração reúne suspeitas de desvio de recursos de paróquias e denúncias de abusos psicológicos contra um ex-seminarista.
De acordo com a denúncia, o sacerdote teria orientado fiéis a transferirem valores de dízimos, ofertas e arrecadações de eventos religiosos diretamente para contas pessoais, em vez das contas oficiais das paróquias. Os repasses incluiriam receitas de festas comunitárias, rifas e doações feitas pelos próprios fiéis.
Segundo os relatos reunidos no processo, o argumento utilizado era de que as paróquias enfrentavam dificuldades financeiras, o que justificaria a centralização dos valores fora do controle da Diocese. A prática, ainda conforme a denúncia, dificultaria o rastreamento das movimentações.
Além das suspeitas financeiras, o caso também envolve acusações de abuso psicológico e moral. Um ex-seminarista afirma ter sido submetido a situações de humilhação, constrangimentos públicos e restrições durante o período em que conviveu com o padre.
O ambiente descrito pela vítima teria provocado agravamento do quadro de saúde, com necessidade de atendimento médico e uso de medicação para ansiedade e insônia. Documentos médicos e psicológicos foram anexados ao processo.
Há ainda menção a episódios envolvendo outros jovens da comunidade, com relatos de comportamentos considerados inadequados e que teriam contribuído para o afastamento de fiéis das paróquias onde o padre atuou.
A denúncia também aponta possíveis irregularidades na gestão administrativa, como manipulação de prestações de contas e decisões tomadas sem participação efetiva dos conselhos paroquiais.
O caso foi encaminhado também a instâncias da Igreja Católica. As informações foram levadas à Nunciatura Apostólica no Brasil e a órgãos do Vaticano responsáveis por apurar condutas de membros do clero.
Apesar das acusações, o padre segue em atividade. Segundo a denúncia, pedidos de afastamento cautelar teriam sido apresentados à Diocese, mas não foram atendidos até o momento.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Alto Araguaia e permanece em andamento.
Redação
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