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Em audiência pública, parlamentares da Assembleia Legislativa acusam subestimação de R$ 5 bilhões em receitas, impactando emendas e áreas essenciais.
DA REDAÇÃO
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) expressou forte descontentamento com a Secretaria de Fazenda (Sefaz) de Mato Grosso durante a audiência pública para discussão do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, realizada na tarde desta terça-feira (4) na Assembleia Legislativa (ALMT). Botelho, que presidia a sessão, criticou a ausência do secretário Rogério Gallo e a metodologia de projeção orçamentária, declarando que a “paciência chegou ao limite” dos parlamentares.
O parlamentar enfatizou a importância da presença do secretário nos debates sobre o futuro financeiro do Estado. “Já cobrei dele que tem que dar importância para isso aqui. Se ele não está dando, a próxima sessão que nós fizermos, caso ele não compareça, nós não vamos realizar. Ele tem que vir aqui, dar importância que essa Casa de vidro tem, principalmente nessa discussão do orçamento. Ele manda orçamento subestimado e não vem discutir”, afirmou Botelho. Apesar das críticas, o deputado informou que Gallo pediu desculpas pela ausência e garantiu presença na próxima audiência.
O PLOA 2026 estima uma receita total de R$ 40,7 bilhões, um crescimento de aproximadamente 11% em relação ao orçamento de 2025, que foi de R$ 37 bilhões. No entanto, deputados tanto da base governista quanto da oposição levantaram a suspeita de que o governo teria subestimado a arrecadação em cerca de R$ 5 bilhões. Segundo os parlamentares, essa manobra artificialmente reduz a previsão de receitas e, consequentemente, limita a execução de emendas parlamentares e o repasse de recursos para áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
“Todo ano o governo promete que vai adequar e não está adequando. Nós sempre demos crédito, mas a paciência chegou ao limite. Não dá mais para ficar todos os anos ouvindo que está ajustando, e nada muda”, disparou Botelho. Questionado sobre a natureza de suas cobranças, o deputado esclareceu que as críticas não representam um rompimento com o governo, mas sim a defesa do papel fiscalizador da Assembleia Legislativa. “Tem dado certo porque esta Casa nunca chantageou o governador, nunca negociou recurso para aprovar projetos do governo. Por isso tem dado certo”, defendeu.
A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 ainda será amplamente debatida nas comissões temáticas da ALMT antes de seguir para votação em plenário. Os deputados já articulam mudanças na distribuição dos recursos por áreas e prometem intensificar as cobranças por maior transparência e precisão nas projeções orçamentárias da Sefaz.
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