
Fiscalização aponta extração irregular de ouro e destruição de área da Amazônia em Matupá; caso pode envolver crime ambiental
por Daniel Trindade
O Ministério Público de Mato Grosso abriu inquérito civil para investigar a prática de garimpo ilegal e danos ambientais em uma área rural de Matupá, a 629 quilômetros de Cuiabá. A apuração teve início após fiscalização realizada às margens da BR-163, na região da Ponte do Rio Peixoto, onde foram identificadas irregularidades na exploração mineral e na supressão de vegetação nativa.
A vistoria foi conduzida pelo promotor de Justiça Cristiano Felipini, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). De acordo com o relatório técnico, houve desmatamento por corte raso em uma área de 3,19 hectares do bioma Amazônia, sem autorização do órgão ambiental. A extensão degradada ultrapassa 32 mil metros quadrados, equivalente a aproximadamente três campos de futebol.
Os técnicos também constataram que a extração de ouro era realizada em desacordo com licenças ambientais existentes e, em parte, sem qualquer autorização válida. A atividade já havia sido embargada anteriormente, mas foi retomada de forma irregular, segundo o documento.
Diante das irregularidades, o responsável foi autuado e a área voltou a ser embargada. O Ministério Público determinou ainda o envio do caso à Polícia Civil, para apuração de possíveis crimes ambientais, à Polícia Federal, que deve investigar eventual comercialização ilegal de ouro, e à Agência Nacional de Mineração, responsável por avaliar medidas administrativas, incluindo possível suspensão de título minerário.
Segundo o promotor responsável, o relatório indica desmatamento significativo em área de preservação e continuidade da exploração ilegal mesmo após sanções anteriores. Ele afirmou que o Ministério Público adotará as medidas legais cabíveis para responsabilizar os envolvidos e garantir a recuperação ambiental da área atingida.
A área investigada está localizada em zona rural e não há indicação, até o momento, de que se trate de território indígena. Ainda assim, o caso reforça o alerta sobre o avanço de atividades ilegais em regiões da Amazônia mato-grossense, especialmente ao longo de corredores logísticos como a BR-163, onde a pressão sobre recursos naturais tem aumentado nos últimos anos.
com informações do MP/MT
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"














