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Mortes no Hospital Anchieta: saiba quem são os três técnicos suspeitos de assassinar pacientes no DF

Avatar photo Matheus Bonani 20 de janeiro de 2026 8 min read
Reprodução

Técnico de enfermagem, de 24 anos, admitiu crime ao ver imagens de circuito interno; ele é apontado como executor dos crimes. Duas colegas, de 28 e 22 anos, são acusadas de acobertar mortes; os três estão presos.

Os três técnicos de enfermagem suspeitos de terem assassinado três pacientes que estavam internados no Hospital Anchieta em Taguatinga, no Distrito Federal, foram identificados:

  • Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos;
  • Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos;
  • Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos.

As identidades foram confirmadas pela Polícia Civil do Distrito Federal e pelo Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren) à TV Globo. Os três suspeitos estão presos. O g1 tenta contato com as defesas dos suspeitos.

O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo é apontado como o principal executor dos crimes. Ele confessou em depoimento à Polícia Civil na terça-feira (20). Marcela Camilly também confessou.

Veja os crimes pelos quais os suspeitos são investigados, segundo a Polícia Civil:

  • pela morte de Miranilde Pereira da Silva, os três suspeitos respondem por homicídio qualificado;
  • pela morte de João Clemente Pereira, o técnico e uma técnica respondem por homicídio qualificado;
  • pela morte de Marcos Raymundo Fernandes Moreira, o técnico e a outra técnica respondem por homicídio qualificado.
  • Além dele, as duas técnicas de enfermagem, de 28 e 22 anos, são acusadas de participar de dois dos três crimes, “dando cobertura” ao outro técnico preso.

    De acordo com o delegado Wisllei Salomão, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o técnico de 24 anos chegou a negar o crime em um interrogatório, mas confessou após ser confrontado com vídeos do circuito interno de segurança do hospital que mostram a ação.

    Na delegacia, a acusada de 22 anos também negou o crime inicialmente, porém reconheceu ao ver as imagens e disse que se arrependia de não ter impedido o colega.

    Ainda segundo a Polícia Civil, o técnico trabalhava há cinco anos na área. Após abrir a investigação interna, o Hospital Anchieta demitiu os três suspeitos. O homem já estava trabalhando em outro local: uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica de outro hospital particular em Taguatinga.

    A investigação continua para saber se existem outras vítimas no Anchieta ou em outros hospitais em que o técnico trabalhou.

    De acordo com a diretora do Instituto Médico Legal, Márcia Reis, os pacientes tinham gravidades diferentes. Em todos os casos, a piora súbita das vítimas chamou a atenção do hospital e dos investigadores.

    Nas imagens das câmeras de segurança da UTI, onde os pacientes estavam internados, a Polícia Civil percebeu que os medicamentos eram aplicados em momentos de piora das vítimas.

    As vítimas são:

    • a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, de Taguatinga;
    • o servidor público João Clemente Pereira, 63 anos, do Riacho Fundo I;
    • o servidor público Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, de Brazlândia.

      Segundo a investigação, o homem injetou doses altas de um medicamento nos pacientes – ou seja, usou o produto como um veneno. Em uma das vítimas, ele também injetou desinfetante na veia (saiba mais abaixo).

    Segundo a Polícia Civil, o técnico de enfermagem o usou uma seringa para fazer 13 aplicações de desinfetante em uma das vítimas, uma mulher de 75 anos.

    “Em um dos casos, o medicamento acabou — ele injetou cerca de 4 vezes esse medicamento. Essa vítima teve seis paradas cardíacas. Como ela não faleceu, e como o medicamento havia acabado, ele utilizou de um desinfetante que estava na pia do leito. Ele encheu cerca de 13 seringas e injetou diretamente na veia da paciente, e isso também causou o óbito dela”, disse o delegado Wisllei Salomão.

    Em outra ocasião, o mesmo técnico usou a senha de um médico da instituição para emitir uma receita fraudulenta do medicamento.

    Ele buscou o remédio na farmácia e aplicou nas três vítimas, sem consultar a equipe médica. A Polícia Civil do DF decidiu não divulgar o nome do medicamento.

    Duas aplicações foram feitas no dia 17 de novembro do ano passado e a terceira no dia 1º de dezembro. Segundo a Polícia Civil, para disfarçar a autoria do crime, o técnico de enfermagem fazia massagem cardíaca nos pacientes para tentar reanimá-los.

    A investigação corre sob sigilo e, por isso, os nomes dos investigados não serão divulgados.

    Em nota, a família de João Clemente disse que acreditava que a morte tinha ocorrido por “causas naturais”. A informação sobre a suspeita de um crime só chegou na sexta (16).

    Também em nota, o Hospital Anchieta disse que, “ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva”, instaurou um comitê interno para investigar os casos e, a partir dos resultados, pediu a abertura de um inquérito policial.

    Os ex-técnicos de enfermagem supostamente envolvidos nos crimes foram demitidos e as famílias das vítimas foram informadas, “prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora” (veja as íntegras das notas abaixo).

    Prisões

    De acordo com a Polícia Civil, as prisões dos ex-técnicos de enfermagem aconteceram no último dia 11. Na ocasião, os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.

    A segunda fase da mesma operação foi deflagrada na última quinta-feira (15), quando foram apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

    A Polícia Civil ainda apura se existem outros casos no Hospital Anchieta e em outras unidades de saúde onde o homem de 24 anos atuou.

    O que diz o Hospital Anchieta

    “O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.

    Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.

    Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

    Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.

    O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.

    O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça.”

    O que diz o Conselho de Enfermagem

    “O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados pela imprensa envolvendo mortes suspeitas de pacientes em uma unidade hospitalar do Distrito Federal.

    Diante da gravidade das informações divulgadas, o Coren-DF esclarece que está acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal.

    Ressalta-se que o caso também está sob investigação das autoridades competentes e tramita na esfera judicial. Dessa forma, neste momento, não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos envolvidos.

    O Conselho segue compromissado com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem qualificada, responsável e comprometida com a vida.”

    O que diz a família do servidor de 63 anos

    “A família da vítima, por intermédio de seus advogados, manifesta profundo pesar e indignação pelos fatos graves ocorridos no interior da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta de Taguatinga, ambiente que deveria garantir cuidado máximo e proteção à vida.

    Até então, a família acreditava que o falecimento havia ocorrido por causas naturais, em razão do quadro clínico apresentado. Contudo, no dia 16 de janeiro, tomou conhecimento de informações que indicam circunstâncias graves e incompatíveis com uma morte natural, bem como da existência de outras duas possíveis vítimas, passando a compartilhar a dor e o sofrimento de suas famílias.

    O crime, supostamente praticado por técnico de enfermagem atualmente investigado, bem como por outros possíveis envolvidos, reveste-se de extrema gravidade. As apurações encontram-se em trâmite sob sigilo, e a família ainda não teve acesso aos autos do inquérito policial, razão pela qual se abstém de comentar detalhes do caso neste momento.

    A família confia na atuação da Polícia Civil do Distrito Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário, e adotará todas as medidas legais cabíveis para a responsabilização criminal dos envolvidos, bem como para a responsabilização civil do hospital, diante de eventuais falhas no dever de cuidado, vigilância e segurança, visando à apuração integral dos fatos e à devida reparação.”

    G1


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Matheus Bonani

Colaborador do Portal Deixa Que eu Te Conto com supervisão / Jornalista Daniel Trindade - DRT 3354-MT
Estudante de Engenharia Civil - Unemat
Palmeirense de alma e coração
Músico
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