Diretor Fernando Figueira suspende plano de Otaviano Pivetta (Republicanos) de trocar médicos por bombeiros; ALMT cita risco de perda de ambulâncias e verba federal.
Da Redação
O Ministério da Saúde interveio nesta terça-feira (28) para suspender o fechamento de bases do Samu e a desativação de equipes médicas na região metropolitana de Cuiabá.
A decisão federal trava o plano do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de substituir profissionais especializados por militares do Corpo de Bombeiros.
Essa mudança no modelo de socorro motivou um alerta do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) sobre o risco real à vida dos pacientes.
O CRM-MT explica que emergências exigem regulação técnica feita por médicos, o que seria comprometido caso o atendimento passasse a ser coordenado apenas por bombeiros.
A crise escalou após o desligamento de 56 profissionais em março, incluindo 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem.
O Diretor Nacional de Urgência, Fernando Figueira, auditou as unidades no Ciosp para garantir que a segurança clínica não seja desestruturada pelo desfalque de especialistas.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) reforça que a precarização ameaça o repasse de 50% do custeio do órgão, que é de responsabilidade da União.
Mato Grosso também pode ser obrigado a devolver 10 ambulâncias novas enviadas recentemente pelo Governo Federal para reforçar o socorro na Baixada Cuiabana.
Na audiência do último dia 22, parlamentares como Dr. João (MDB), Dr. Eugênio (Republicanos) e Paulo Araújo (PP) já haviam questionado o enfraquecimento do serviço.
Eles defendem que o Samu é parte indivisível do SUS e não aceitam a militarização do socorro médico especializado por decisão administrativa do Estado.
Técnicos federais e estaduais seguem em negociação na Assembleia Legislativa para impedir que o atendimento de urgência sofra interrupções definitivas.
Redação
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