
Presidente diz que veto ao PL da Dosimetria é um ‘problema do Congreso’ e que ‘um belo dia pode ter uma anistia’ a Bolsonaro
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira (6/2) que o ex-presidente Jair Bolsonaro continue preso, ao compará-lo a um “cachorro louco” que poderia “morder alguém” caso recebesse algum tipo de anistia ou perdão da pena.
Lula voltou a defender seu veto integral ao projeto de lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional, que reduz as penas dos presos por tentativa de golpe de Estado, como Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente está preso na Papudinha, em Brasília.
“Se você tiver um cachorro louco preso e soltar, ele vai ficar mais manso? Ele vai morder alguém. Esse cidadão tentou destruir a democracia brasileira. Ele tinha um plano para matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes. Você acabou de condenar e no dia seguinte alguém aprova uma lei para liberar os caras? Para reduzir a pena?, disse, em entrevista à “TV Aratu”, da Bahia.
O veto de Lula ainda vai ser analisado pelos parlamentares, que podem derrubar a decisão do presidente. O petista disse que “fez sua parte” e que agora, isso “é problema do Congresso”. Ele ainda fez referência à anistia concedida na ditadura militar e afirmou que “um belo dia”, Bolsonaro pode ser anistiado.
“Eu fiz a minha parte, o Congresso fez a dele, aprovou. Eu sei as condições em que isso foi discutido, vetei porque não concordo. Esse cidadão tem que ficar preso. Um belo dia pode ter uma anistia para ele, como teve depois de 1964, quinze anos depois. Mas não dá para você brincar de fazer julgamento. Se você liberta ele, desmoraliza a seriedade da Suprema Corte que o condenou”.
Segurança pública
Lula também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo federal e que deve passar por várias alterações até ser votada pelo Congresso. Ele voltou a prometer a criação do Ministério da Segurança Pública caso a matéria seja aprovada e exaltou investigações que miram agentes do mercado financeiro envolvidos com organizações criminosas.
“É lá que estão os chefes. Por isso que essa história do Banco Master é importante, a Operação Carbono Oculto é importante. É porque nós chegamos nos magnatas da corrupção. Uma coisa é o pobre da periferia, outra é chegar nos magnatas, que muitas vezes nem moram no Brasil”, declarou.
De acordo com o presidente, um dos alvos das investigações foi “um contraventor que mora em Miami”, nos Estados Unidos. Lula relata ter revelado o nome e a fotografia da casa do criminoso ao presidente americano, Donald Trump, na última vez que se encontraram.
O Tempo

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





