
📷 Reprodução

por Daniel Trindade
O médico e ex-prefeito de Confresa (MT), Iron Marques Parreira, de 66 anos, foi baleado no final da tarde de terça-feira (14) dentro de sua clínica, em mais um episódio de violência que marca sua trajetória. Os disparos atingiram a região da nuca, e ele foi socorrido em estado grave, porém estável. Esta é a terceira vez que Iron é alvo de um atentado a tiros.
De acordo com imagens de câmeras de segurança, dois adolescentes usando capacetes entraram no consultório médico, renderam uma funcionária e seguiram diretamente para a sala onde Iron atendia. Pouco tempo depois, os dois saíram correndo sem levar nenhum pertence. A dupla fugiu em uma motocicleta Honda Biz vermelha e, até o momento, não foi localizada.qa

Iron foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Regional de Confresa, onde permanece entubado. A família aguarda a disponibilidade de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Móvel para transferi-lo a uma unidade hospitalar de maior complexidade na região. Apesar da gravidade dos ferimentos, seu quadro é considerado estável e ele não corre risco de morte.
A Polícia Militar, que registrou a ocorrência, considera como principal hipótese uma tentativa de latrocínio frustrada. “Pelas informações colhidas no local, os suspeitos seriam adolescentes armados, que não levaram nada. Se fosse uma execução premeditada, teriam consumado o ato, pois estavam em posição de fazê-lo”, relatou um policial.
Contudo, a Polícia Civil mantém outras linhas de investigação abertas. Entre as possibilidades, estão disputa fundiária ou motivação política. Agentes seguem reunindo imagens de segurança de estabelecimentos próximos para tentar rastrear o trajeto feito pelos autores da tentativa de homicídio.
Este foi o terceiro atentado sofrido por Iron Marques. Em 1997, ele escapou de uma tentativa semelhante. Já em 2003, foi novamente baleado enquanto viajava entre os municípios de Ribeirão Cascalheira e Confresa, ocasião em que sua esposa também ficou ferida.
As investigações seguem sob responsabilidade das forças de segurança do estado.


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