Corpo de adolescente de 17 anos apresenta queimaduras; investigação aponta estupro antes da morte
da Redação
O corpo de Estefany Pereira Soares, 17 anos, foi encontrado em um córrego no bairro Três Barras em Cuiabá na noite de quarta-feira (11). A adolescente havia desaparecido da casa onde vivia com seu companheiro na terça-feira (10), e a busca desesperada da família terminou com a descoberta do cadáver. Os primeiros indicadores do caso apontam para algo muito mais grave do que um homicídio simples: evidências de tortura e possível abuso sexual antes da morte.
A delegada Jéssica Cristina de Assis, responsável pela investigação, descreveu os achados preliminares do corpo. Segundo ela, Estefany apresentava sinais de queimadura e outras lesões que indicam violência extrema. A investigação também aponta para a possibilidade de abuso sexual antes do assassinato. O exame de necropsia, em andamento no Instituto Médico Legal (IML), deve confirmar a extensão da brutalidade sofrida pela adolescente e se houve estupro.
Marcos Pereira Soares, conhecido como “Marquinhos”, é irmão da vítima e foi detido em flagrante como único suspeito pelo crime. Ele foi autuado por feminicídio, estupro, ocultação de cadáver e sequestro. A prisão aconteceu após a família tentar pressionar o suspeito para obter informações sobre o paradeiro de Estefany. Quando percebeu que seria descoberto, Marcos fugiu para um matagal, onde foi localizado e capturado pela polícia.
O histórico criminal de Marcos torna o caso ainda mais preocupante e levanta questões críticas sobre o funcionamento do sistema de justiça criminal. Ele já respondia pela participação no assassinato de um vizinho, Severino Messias Santos, morto em 2020. Além disso, o suspeito também é investigado pela morte de uma tia em 2018. Dois assassinatos anteriores documentados e agora um terceiro crime de extrema violência levantam uma pergunta incômoda: por que um homem com esse perfil permanecia em liberdade?
O padrão é claro. Em 2018, uma tia foi morta. Em 2020, um vizinho foi assassinado. Em 2026, sua própria irmã foi torturada e morta. Oito anos de crimes violentos, e Marcos continuava circulando livremente na comunidade. A morte de Estefany não é apenas um feminicídio brutal — é um fracasso do sistema que permitiu que um criminoso reincidente permanecesse impune por tanto tempo.
O desaparecimento de Estefany durou menos de 24 horas. Conforme a investigação, a adolescente foi levada pelo irmão da casa onde vivia. A família, desesperada, tentou pressionar Marcos para obter a localização da jovem, mas ele resistiu. Quando a polícia se aproximou, ele fugiu para um matagal. A busca terminou com a descoberta do corpo no córrego, marcando o início de uma investigação que deve revelar detalhes sobre o que aconteceu durante aquelas horas de desaparecimento.
A delegada Jéssica Cristina de Assis afirmou à imprensa na manhã de quinta-feira (12) que a investigação pode revelar ainda mais crimes. Ela apontou que o corpo da adolescente apresentava sinais de queimadura e outras lesões que estão em processo de apuração. A análise completa do corpo deve confirmar se houve tortura e abuso sexual antes do assassinato de Estefany.
Os resultados da necropsia serão fundamentais para determinar a extensão da violência sofrida pela adolescente e para fortalecer as acusações contra Marcos Pereira Soares. O caso evidencia a urgência de políticas públicas mais efetivas de proteção contra violência contra mulheres em Mato Grosso e no Brasil. Mais importante ainda, expõe a necessidade de mecanismos mais rigorosos de vigilância e prisão preventiva para criminosos reincidentes.
Veja a entrevista da Delegada:
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