
Entidade condena crime atribuído a investigador em Sorriso e manifesta solidariedade à delegada alvo de intimidações após elogiar a investigação policial
por Daniel Trindade
O Instituto de Mulheres Negras e Afros de Sinop (UNEGRAFROS) divulgou uma nota de repúdio ao crime de estupro atribuído ao investigador da Polícia Judiciária Civil (PJC) Manoel Batista da Silva, de 52 anos, preso preventivamente sob a suspeita de estuprar uma mulher que estava detida na delegacia de Sorriso, no norte de Mato Grosso. O caso está em apuração pela Polícia Civil, que também investiga a possibilidade de outras vítimas.
Segundo a entidade, é inadmissível que um agente do Estado, responsável por garantir a segurança e a integridade de cidadãos, utilize sua posição institucional para cometer violência contra uma pessoa sob sua custódia. O instituto ressaltou que o resultado positivo do exame de DNA reforça a gravidade dos fatos apurados.
A nota também traz apoio à delegada Jannira Laranjeiras, que atua na Polícia Civil no combate à violência contra a mulher e acabou sendo alvo de mensagens de intimidação após manifestar publicamente seu apoio à investigação e à prisão do investigador. Em publicação nas redes sociais, a delegada relatou ter recebido mensagens privadas de teor intimidatório, supostamente enviadas por colegas policiais lotados no município, que buscavam constrangê-la por defender a investigação técnica e a responsabilização criminal do servidor.
Jannira afirmou que as mensagens tiveram tom de intimidação e revelaram ataques pessoais, e reforçou que escolheu a carreira policial para defender as pessoas e não proteger crimes.
“Quando uma mulher é violentada dentro de uma instituição de segurança, o Estado precisa responder com rigor”, declarou. Ela também destacou a importância de não silenciar diante de tentativas de coação.
O Instituto de Mulheres Negras e Afros de Sinop repudiou qualquer tentativa de deslegitimar o posicionamento da delegada, qualificando as críticas como corporativistas e ressaltando a necessidade de vigilância constante contra o machismo e a violência institucional. A ONG afirmou que seguirá acompanhando o caso e cobrando que a justiça seja feita com rigor diante da gravidade do crime e das supostas ameaças relatadas.
Leia na íntegra
NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"



