Por Daniel Trindade, do portal de notícias Deixa Que Eu Te Conto
As Olimpíadas de Paris 2024 foram marcadas não apenas por performances atléticas impressionantes, mas também por um debate acalorado sobre a liberdade religiosa. Apesar das restrições impostas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) contra manifestações de fé, vários atletas encontraram maneiras criativas de expressar suas crenças, desafiando as regras e destacando a importância da liberdade religiosa no esporte.
Desafios e manifestações
Alguns atletas decidiram expressar sua fé de maneiras criativas, como beijar um crucifixo durante uma entrevista ao vivo, personalizar suas camisetas com agradecimentos a “Deus, Jesus e ao Espírito Santo” ou usar a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) para recitar um verso bíblico.
“Sentiram-se à vontade, apesar das restrições da organização do evento, para manifestarem sua fé”, afirma Marco Cruz, secretário-geral da organização internacional Portas Abertas, que apoia cerca de 365 milhões de cristãos no mundo que não teriam a mesma oportunidade.
Contexto global
De acordo com Cruz, atletas de países como Turquia, Coreia do Norte, Líbia, Afeganistão, Irã e China não poderiam se manifestar, mesmo que as regras do COI permitissem, pois são perseguidos em seus países por serem cristãos e “vivem sua fé de forma secreta” até mesmo para a família.
“É muito difícil que manifestem sua fé cristã, pois em algum momento terão de voltar para seus países e, provavelmente, sofrerão punições como prisão, expulsão de suas casas e comunidades, perda de patrocínio e até expulsão dos clubes em que treinam”, explica Cruz.
Violações e incoerências
A postura dessas nações, que viola a liberdade religiosa consolidada na Declaração dos Direitos Humanos, foi imitada pelo COI, impedindo atletas de países livres e democráticos de viver sua fé publicamente. “A realização do evento a partir do século XIX foi uma retomada do que ocorria na Antiguidade, um festival religioso realizado pelos gregos em homenagem a Zeus”, explica o historiador Julio Cesar Chaves. “Logo, me parece bastante incoerente com o espírito e a proposta original dos Jogos Olímpicos excluir qualquer menção à religião.”
Atletas que desafiaram o COI
Rebeca Andrade – Brasil A ginasta Rebeca Andrade, responsável pela conquista de quatro medalhas nas Olimpíadas de 2024, fez questão de falar de religião em diversos momentos do evento. Em entrevista à Cazé TV, após receber a medalha de prata na disputa individual de salto, a ginasta afirmou que Deus a estava conduzindo para esse momento e até citou um trecho da música gospel “Estou Te Preparando”, de Jessé Aguiar.
Rayssa Leal – Brasil A skatista brasileira Rayssa Leal expressou sua crença durante as Olimpíadas de Paris. Após conquistar a medalha de bronze no skate street feminino, a adolescente de 16 anos declarou sua fé cristã com sinais de Libras, citando o trecho “Jesus é o caminho, a verdade e a vida” do capítulo 14 do livro bíblico de João.
Odette Giuffrida – Itália A judoca italiana Odette Giuffrida incentivou sua concorrente e amiga Larissa Pimenta a dar glória a Deus após a vitória. Odette perdeu a medalha de bronze para a brasileira e, ao vê-la chorando no centro do tatame, se aproximou para encorajá-la a agradecer “a Ele”.
Larissa Pimenta – Brasil A judoca brasileira Larissa Pimenta, em entrevista ao portal Globo Esporte, afirmou que sua rival Odette Giuffrida conheceu Deus através dela. “Ela conheceu Deus através de mim”, disse Larissa, destacando a importância da fé em sua vida e na de sua colega.
Tatjana Schoenmaker – África do Sul A nadadora sul-africana Tatjana Schoenmaker, que ganhou a medalha de ouro nos 100 metros peito, vestiu uma camiseta com os nomes de quem a ajudou na conquista, incluindo “Deus, Jesus e o Espírito Santo”. Em suas redes sociais, ela frequentemente expressa sua fé com a frase “Toda glória a Deus”.
Novak Djokovic – Sérvia O tenista sérvio Novak Djokovic celebrou sua fé cristã durante os Jogos Olímpicos de Paris. Em uma entrevista, ele mostrou um crucifixo que trazia no pescoço e o beijou em frente às câmeras. Após vencer o tenista espanhol Carlos Alcaraz, Djokovic se ajoelhou na quadra, fez o sinal da cruz e levantou as mãos ao céu para agradecer a Deus pela vitória.
Cindy Sember – Inglaterra A corredora britânica Cindy Sember compartilhou um vídeo louvando a Deus na Vila Olímpica com colegas de diferentes países. “Onde dois ou três se reunirem em meu nome, ali estarei no meio deles”, escreveu na legenda, citando o livro bíblico de Mateus.
Com informações da Gazeta do Povo.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






