
Jeferson Daltro, ex-docente da Fasipe e pesquisador mato-grossense, apresentará proposta de captação internacional para proteger o bioma e fortalecer ações sustentáveis durante a conferência da ONU em Belém.
por Daniel Trindade
O advogado, jornalista, professor e pesquisador Jeferson Luís Daltro Monteiro da Silva, ex-professor da Fasipe Sinop, será um dos representantes de Mato Grosso na COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que ocorrerá em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. Ele apresentará a proposta de criação do Fundo Global do Pantanal (Pantanal Global Fund), uma iniciativa inédita que busca captar recursos nacionais e internacionais para financiar projetos de preservação, combate às queimadas e desenvolvimento sustentável no bioma.
O projeto é resultado de anos de pesquisa e articulação com especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil. Inspirado em modelos de sucesso, como o Fundo Amazônia, o fundo pantaneiro propõe um mecanismo permanente de cooperação internacional voltado à proteção das águas, da biodiversidade e das comunidades que vivem no Pantanal.
“O Pantanal é uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta e essencial para o equilíbrio climático da América do Sul. Criar um fundo global é garantir recursos estáveis para proteger essa riqueza e valorizar o saber das comunidades locais”, explicou Daltro.
O pesquisador foi convidado oficialmente pelo Governo Federal para participar da Zona Verde da COP30, espaço voltado à ciência, à sociedade civil e à inovação sustentável. O convite reconhece sua trajetória acadêmica e seu trabalho em defesa do meio ambiente e da valorização das comunidades pantaneiras.
“A COP30 será uma vitrine internacional para Mato Grosso mostrar seu potencial científico e ambiental. O Pantanal precisa estar inserido de forma estratégica no debate climático global”, afirmou.
A proposta também contempla ações de sustentabilidade nas regiões do entorno do bioma, como a Baixada Cuiabana, considerada estratégica para o equilíbrio hídrico.
“Cuiabá é a maior cidade do Estado, mas também a que mais gera lixo e detritos que chegam ao Rio Cuiabá. É preciso pensar o Pantanal de forma integrada, da nascente ao leito”, destacou o pesquisador.
Além da proposta do fundo, Daltro apresentou outros projetos de educação ambiental, formação de lideranças regionais e integração entre universidades e comunidades tradicionais. Para ele, o conhecimento científico precisa dialogar com a realidade local.
“Precisamos unir ciência, gestão pública e saber popular. O conhecimento acadêmico precisa descer do muro e conversar com quem vive as transformações ambientais todos os dias”, defendeu.
Com mais de 30 anos de experiência acadêmica e pública, Jeferson Daltro é doutorando em Desenvolvimento Regional pelo convênio entre a Unijuí (RS) e a Unilasalle (Lucas do Rio Verde – MT). Além de ter lecionado e coordenado cursos de Comunicação Social na Fasipe Sinop, atuou em cargos estratégicos nas secretarias estaduais de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso.
Ao final da entrevista ao MídiaJur Podcast, Daltro destacou que a presença de pesquisadores regionais na COP30 é essencial para ampliar o protagonismo dos biomas brasileiros nas políticas climáticas globais.
“O Pantanal precisa ser reconhecido não apenas como um patrimônio natural, mas como um território de soluções. A COP30 é o espaço para transformar esse reconhecimento em compromissos concretos”, concluiu.

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"




