
Criada em 2017 e iniciada por Toninho Bernardes, a coordenadoria ficou parada durante o primeiro mandato de Dorner e agora terá que começar do zero.
por Daniel Trindade
Após quatro anos e nove meses de governo, a gestão do prefeito Roberto Dorner voltou a dar funcionamento à Defesa Civil em Sinop. O órgão foi criado em 2017, na gestão da ex-prefeita Rosana Martinelli, por meio da Lei Ordinária nº 2.439, que instituiu a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), o Conselho Municipal e o Fundo Municipal de Defesa Civil.
Na época, Rosana articulou com a Secretaria de Saúde, o Corpo de Bombeiros e a equipe estadual da Defesa Civil, liderada pelo Tenente Coronel Abadio José da Cunha Júnior, para estruturar o setor. O primeiro coordenador nomeado foi Antônio Aparecido Bernardes Filho, o Toninho Bernardes, hoje vereador pelo PL, que chegou a promover ações práticas. Entre os dias 25 e 27 de setembro de 2017, por exemplo, a coordenadoria realizou o Curso de Capacitação Básica em Defesa Civil, aberto à população e ministrado em parceria com a Defesa Civil Estadual. Durante três dias, os participantes aprenderam noções de primeiros socorros, prevenção a incêndios, alagamentos e procedimentos básicos em situações de risco.
Depois desse início, porém, a coordenadoria perdeu ritmo e, durante todo o primeiro mandato de Dorner, ficou sem qualquer atividade ou nomeação. A Defesa Civil simplesmente deixou de existir na prática, ficando apenas no papel.
Somente agora, já no nono mês do segundo mandato, a prefeitura decidiu retomar oficialmente o funcionamento do órgão. A responsabilidade ficará a cargo do advogado Pedro Henrique Contini Roveri, que em agosto foi nomeado para atuar no gabinete da Secretaria de Administração e, no último dia 10 de setembro de 2025, designado oficialmente como coordenador da Defesa Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
De acordo com a portaria nº 1457/2025, assinada pelo prefeito, caberá à coordenação monitorar riscos, apoiar situações adversas e garantir suporte em ocorrências ligadas à proteção civil.
O desafio é evidente: a Defesa Civil terá que começar praticamente do zero. Não há estrutura física, equipe técnica ou recursos próprios. A crítica é que a nomeação não pode se transformar apenas em um ato político para marcar presença, sem efetividade para a população.
A Defesa Civil é peça estratégica para qualquer município. Seu papel vai além de atuar em desastres naturais e acidentes de grande porte: ela deve trabalhar na prevenção, coordenar socorro e assistência à população, recuperar áreas atingidas e promover campanhas de conscientização. Em Sinop, essa estrutura esteve abandonada por anos, deixando a cidade vulnerável diante de riscos e emergências.
A reativação, mesmo que tardia, é um passo importante. Antes tarde do que nunca, mas fica a crítica: foram quase cinco anos de omissão. Nesse período, a população ficou sem uma rede organizada de prevenção e resposta, arcando com os riscos e consequências da ausência de um órgão fundamental. Agora, cabe à gestão Dorner mostrar que não se trata apenas de criar cargos, mas de estruturar de fato uma Defesa Civil capaz de proteger os sinopenses em situações de emergência.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"




