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Pedido da Polícia Civil por detenção de Chico 2000 e João Nery Chiroli foi barrado pelo Ministério Público e resultou em medidas cautelares, incluindo afastamento do parlamentar e bloqueio de bens, em apuração de desvio de emendas.
da Redação
A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) solicitou a prisão preventiva do vereador Chico 2000 (PL) e do empresário João Nery Chiroli no âmbito da Operação Gorjeta, deflagrada nesta terça-feira (27). No entanto, o Ministério Público manifestou-se contrário à medida, levando o Judiciário a rejeitar o pedido de prisão e impor uma série de medidas cautelares aos investigados, que incluem afastamento de cargos e restrições de contato.
A investigação aponta para um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas à promoção de corridas de rua em Cuiabá. Conforme as apurações, as emendas, originárias do gabinete do vereador Chico 2000, eram direcionadas ao Instituto Brasil Central (IBRACE), uma entidade privada sem fins lucrativos. O IBRACE, por sua vez, teria repassado a maior parte desses recursos para a empresa Sem Limite, cujo proprietário é João Nery Chiroli. Há indícios de que a empresa de Chiroli seria a verdadeira organizadora dos eventos, e que o IBRACE poderia ter sido criado especificamente para captar as verbas públicas.
O juiz Cássio Leite de Barros Netto, responsável pela decisão, considerou que, neste estágio da auditoria financeira ainda incompleta, a prisão preventiva seria desproporcional. O magistrado, contudo, salientou que a imposição de outras medidas cautelares se mostra eficaz para frear a continuidade das atividades ilícitas e não impede que novos pedidos de prisão sejam apresentados conforme o avanço das investigações.
Além do vereador e do empresário, o grupo investigado por crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro abrange Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete de Chico 2000; Joaci Conceição Silva, servidor da Câmara Municipal de Cuiabá; Alex Jones Silva, presidente do IBRACE; e Magali Gauna Felismino Chiroli.
As determinações judiciais incluem a proibição dos investigados de manterem contato entre si ou com testemunhas, o impedimento de acesso às dependências da Câmara Municipal e da Secretaria Municipal de Esportes de Cuiabá, e a restrição de saída da Comarca, com a exigência da entrega dos passaportes. O Poder Executivo e Legislativo de Cuiabá também foram proibidos de firmar contratos ou nomear os alvos da operação.
A Justiça também ordenou o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de diversos bens, como sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis. As atividades do IBRACE foram suspensas, e a Controladoria-Geral de Cuiabá deverá realizar auditorias em todos os termos de parceria firmados pelo instituto com o Município, que também foi proibido de contratar ou realizar pagamentos às duas empresas sob investigação.

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