Técnica inovadora pode substituir cirurgia tradicional; veja como está sendo implementada no Brasil
Por Daniel Trindade
Uma técnica promissora de tratamento para o câncer de mama, chamada crioablação, foi desenvolvida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e já recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No entanto, ainda aguarda a liberação da Agência Nacional de Saúde (ANS) para ser amplamente aplicada, já que não é atualmente coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A crioablação é um método que utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir células cancerígenas de maneira minimamente invasiva. As pesquisas iniciais no Brasil mostraram que a técnica alcançou 100% de eficácia em alguns casos. Já é utilizada com sucesso em países como Israel, Itália e Estados Unidos.
Na fase inicial do estudo, 60 pacientes foram tratadas com esta técnica após a cirurgia. O procedimento mostrou eficácia total para tumores menores de 1 centímetro e eficácia de 95% para tumores de cerca de 2 centímetros. Em 13 de janeiro, a crioablação foi realizada pela primeira vez em um hospital público brasileiro, no Hospital São Paulo (HSP/HU Unifesp).
O processo inclui três ciclos de 10 minutos durante os quais o tumor é congelado e descongelado repetidas vezes. Utilizando nitrogênio líquido a -140ºC, a técnica forma uma camada de gelo ao redor do tumor para eliminá-lo. A incisão é mínima, comparável a uma biópsia, permitindo que o procedimento seja feito em ambulatório com anestesia local. É considerado indolor, preciso e rápido.
Mais de 700 mulheres estão participando de um estudo que compara a crioablação com a cirurgia tradicional em 15 centros de saúde em São Paulo, supervisionado pela professora Vanessa Sanvido da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Unifesp. O professor Afonso Nazário acredita que a técnica pode ampliar o acesso ao tratamento e reduzir custos, diminuindo a fila de espera no SUS.
Até o final de 2025, estima-se que 73.610 novos casos de câncer de mama sejam registrados no Brasil, reforçando a necessidade urgente de tratamentos eficazes. A taxa de mortalidade, que era de 9,4% há 25 anos, pode chegar a 17,4% atualmente. A prevenção, portanto, é fundamental, e inclui:
- Exames de Rastreamento: Mamografias e exames clínicos regulares são vitais para a detecção precoce.
- Estilo de Vida Saudável: Manter um peso saudável, praticar exercícios físicos e seguir uma dieta equilibrada.
- Conhecimento de Fatores de Risco: Histórico familiar e genético, além de exposição hormonal.
- Moderação no Uso de Hormônios: Avaliar riscos da Terapia de Reposição Hormonal (TRH).
- Vacinação: Incentivar a vacinação contra o HPV, relevante para a prevenção de cânceres ginecológicos.
Com informações da Brasil Paralelo.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






