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Operação na Mina do Córrego do Feijão finaliza trabalhos de campo quase sete anos após a tragédia; segmentos de duas pessoas ainda permanecem sem identificação.
da Redação
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais encerrou neste domingo (25) as buscas ativas por vítimas do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho. A operação, iniciada em janeiro de 2019, durou 2.558 dias e vistoriou um volume estimado em 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Do total de 272 pessoas que morreram no desastre, 270 foram identificadas, restando duas com segmentos não localizados. A corporação informou que o trabalho de identificação de joias, conduzido pela Polícia Civil, segue ativo, analisando e periciando os segmentos humanos encontrados.
O tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, destacou a conclusão da missão. “Fica o sentimento de dever cumprido e de termos honrado um compromisso firmado lá no início. Também renovamos o nosso agradecimento a todos os familiares de vítimas prestando a nossa homenagem. A Operação Brumadinho, sem dúvidas, materializou o nosso propósito de salvar e valorizar vidas “, afirmou Barcellos.
A última identificação de uma vítima ocorreu em 6 de fevereiro de 2025. Tratou-se de Maria de Lourdes da Costa, de 59 anos, corretora de imóveis que estava na cidade a passeio. Conhecida como Malu, ela foi a 268ª vítima a ter seus segmentos identificados. Ela e outros familiares que estavam na Pousada Nova Estância perderam a vida no incidente. As outras duas vítimas identificadas foram bebês ainda em gestação.
Apesar dos esforços, segmentos de duas pessoas ainda não foram identificados. São eles: Tiago Tadeu, engenheiro mecânico de 34 anos na época e funcionário da Vale, realocado para a unidade do Córrego do Feijão dias antes da tragédia; e Natália Porto de Oliveira, estagiária da mineradora, de 25 anos, que havia concluído o curso técnico em mineração.
A barragem B1 da Vale se rompeu às 12h28 de 25 de janeiro de 2019. A torrente de lama de rejeitos destruiu áreas verdes, edificações e alcançou o rio Paraopeba. O desastre resultou na morte de 272 pessoas, incluindo os dois bebês em gestação. As buscas pelos desaparecidos foram iniciadas no mesmo dia do rompimento.

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