Foto: MARCOS VERGUEIRO/Secom-MT
Governo detalha plano para conclusão de trechos paralisados, mas desconfiança persiste diante de atrasos e incertezas sobre o restante do projeto.
Da Redação
O BRT (Bus Rapid Transit) de Cuiabá e Várzea Grande, promessa de modernização do transporte público, segue marcado por polêmicas e um futuro incerto. Em uma tentativa de destravar a obra, o secretário de Infraestrutura do Estado, Marcelo Oliveira, apresentou ontem, 17 de março, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um novo cronograma de execução. A audiência, convocada pelo deputado Lúdio Cabral (PT), buscou esclarecer os motivos dos constantes atrasos e detalhar o plano do governo após a controversa repactuação com o Consórcio Construtor BRT.
O plano prevê que o consórcio terá 150 dias para concluir as obras no trecho entre a entrada do bairro Morada da Serra (CPA) e o Conselho Regional de Agronomia (CREA), na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA). Para garantir o cumprimento do prazo, o acordo extrajudicial firmado estabelece uma multa de R$ 52 milhões em caso de descumprimento. Em contrapartida, o governo se compromete a realizar os pagamentos pendentes e suspender a multa anteriormente aplicada ao consórcio. Oliveira justificou os recorrentes atrasos com uma série de obstáculos, como a resistência da população e de autoridades à passagem do BRT por importantes avenidas de Várzea Grande e dificuldades burocráticas para a realização de levantamentos topográficos em Cuiabá.
“Esses entraves geraram um grande prejuízo, uma vez que o consórcio já havia mobilizado o canteiro de obras e contratado pessoal”, lamentou Oliveira, demonstrando otimismo em relação à conclusão dos trechos em andamento. O próximo passo, segundo o secretário, é aguardar a análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público do Estado (MPMT) para licitar novos trechos.
Apesar da apresentação do cronograma e da multa milionária, o deputado Lúdio Cabral manifestou forte preocupação com o futuro do projeto. “Infelizmente, apenas uma parte das obras do BRT será concluída, com previsão de término para agosto. Tudo o que está além disso permanece sem qualquer definição. A conclusão do trecho da ponte do rio Cuiabá até o CREA precisará ser novamente licitada, o trecho da Avenida Fernando Correia não tem informação, e os trechos das Avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, ao que tudo indica, nem serão executados pelo atual governador”, criticou Cabral.
O deputado expressou o receio de que a conclusão integral do projeto, incluindo o trecho estratégico do aeroporto de Várzea Grande à Avenida do CPA, não ocorra antes de 2026, reafirmando seu compromisso em cobrar o andamento das obras.
A audiência pública contou com a participação do deputado Wilson Santos (PSD), do secretário adjunto de Obras Especiais, Isaac Nascimento, do procurador do Estado Leonam Roberto Pinto e do presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Cuiabá, Pedro Aquino.
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