Magistrado expressa preocupação com a segurança do detento e determina avaliação de inteligência penitenciária.
Por Redação
Edgar Ricardo de Oliveira, condenado pela chacina que resultou em sete mortes em Sinop (MT), incluindo uma criança de 12 anos, solicitou à Justiça a transferência do raio 8, destinado à segurança máxima, para uma ala comum na Penitenciária Central do Estado (PCE). A justificativa apresentada pelo detento, durante audiência com o juiz Geraldo Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais da capital, no último dia 29 de maio, incluiu a afirmação de ter recebido o aval da liderança do Comando Vermelho para que “ninguém mexa com ele” no ambiente carcerário.
Durante a sessão, Oliveira explicou que rumores sobre um possível “decreto” contra ele seriam infundados, e que sua conduta na prisão sempre foi respeitosa. “Nunca existiu decreto nenhum, eu sempre tive uma caminhada limpa. A liderança do Comando Vermelho falou para mim, falou para todos que não é para ninguém mexer comigo porque eu devo para a Justiça e não para o crime”, argumentou. Diante das declarações, o magistrado Geraldo Fidelis Neto expressou preocupação com a integridade física de Edgar e ressaltou a necessidade de uma avaliação por parte do próprio sistema penitenciário. “Vou ser bem objetivo com o senhor, minha preocupação é a sua vida”, afirmou o juiz.
Apesar dos relatos de Edgar, o juiz enfatizou a gravidade e a grande repercussão dos crimes pelos quais ele foi sentenciado. Por essa razão, determinou que o Setor de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária, em conjunto com a Direção da PCE, realize uma análise técnica sobre a viabilidade do pedido de transferência do detento para uma ala de convívio comum, considerando os riscos envolvidos e a segurança do próprio preso.
Os crimes que levaram à prisão de Edgar Ricardo de Oliveira ocorreram em 21 de fevereiro de 2023. Naquela ocasião, ele e seu comparsa, Ezequias Ribeiro, estavam em um bar no município de Sinop jogando sinuca. Após uma série de derrotas, a dupla desencadeou um ataque a tiros que resultou na morte de sete pessoas, incluindo uma criança de 12 anos. Ezequias Ribeiro foi morto em confronto com a Polícia Militar durante a operação de busca pelos criminosos, enquanto Edgar se entregou posteriormente, acompanhado de seu advogado na época, Marcos Vinicius Borges. Durante o julgamento, em 15 de outubro de 2024, o autor da chacina alegou ter consumido cocaína antes dos fatos e afirmou que uma das vítimas estaria tramando contra ele, supostamente instalando um programa espião em seu celular. Sua condenação a 136 anos de prisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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