” Cuidar dos animais em situação de vulnerabilidade, bem como dos que estão dentro de famílias carentes, também é um tema de saúde pública.”
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 60% das doenças infecciosas humanas provém de origem animal (zoonoses) dentre elas o próprio Covid 19, sendo que, algumas dessas doenças tem potencial para provocar pandemias globais. Um recente relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre biodiversidade assinado por 22 especialistas de todo o mundo, ressalta que o custo de evitar as zoonoses pode ser 100 vezes menor do que os gastos com o tratamento.
A Capacitação, regularização de entidades, criação de uma rede eficaz de clínicas para exames e procedimentos com preço popular e até gratuito, Centros de Zoonoses pelo estado cumprindo seu verdadeiro papel, crematórios públicos para animais de pequeno porte, são essenciais por que, estamos falando de propagação de doenças quando há o abandono de animais mortos em lixões, córregos ou o sepultamento em solo. Se isso não é considerado saúde pública, não sei o que seria.
Não adianta resgatar os animais em situação de abandono, de rua ou maus tratos, deixar nos abrigos que já estão abarrotados e em situação precária, sem ajuda alguma, postar o resgate nas redes sociais e ganhar fama. Temos que fazer de verdade. Ir atrás de regulamentação, de leis, de incentivo, de orientação aos tutores e a sociedade como um todo, criar programas de castração gratuita que abrange a todos e de forma eficaz.
Falando em cuidados, acredito que falta resonsabilidade também por parte dos tutores em relação aos cuidados basicos como por exemplo vacinas e cito aqui a da raiva que é gratuita, e boa parte da população não procura.
Uma pessoa que venha a ser infectada com raiva animal, pode custar R$200 mil reais para o SUS em tratamentos caso evolua para uma internação, por exemplo. Vale ressaltar que estamos falando de um tratamento de até dois anos. A possibilidade de sequelas no ser humano é enorme, e o animal segue para o sacrifício já que não há tratamento. Tudo poderia ser evitado com vacinas, se o poder público investisse um pouco nas divulgações mais intesivas . Além disso, existem doenças perigosas que evolui por falta de cuidados com o quadro vacinal e visita periodica ao medico veterinário.
Vale resssaltar que a prefeitua tem o dever como representante do do estado e da união garantir esses direitos e implantar as politicas publicas local
(*) Art. 225. § 1º (…) incumbe ao Poder Público:
VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.
“Eu defendo sim a participação da iniciativa pública e do terceiro setor. Isso já deveria ter se iniciado, pois é também uma grande discussão já que este é um papel do estado que tem ficado à cargo dos protetores e ativistas já exacerbados de tantos animais em risco”. Resumindo ou a população se unem para cobrar ou vamos viver mais um ciclo eleitoral daqui um ano e meio com as eternas promessas, e enquanto isso nossos animais vão tendo seus direitos empurrados pelos ralos.
E tenho dito….
DANIEL TRINDADE
ATIVISTA E DEFENSOR DA CAUSA ANIMAL
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






