
Matéria relata supostos encontros envolvendo integrantes de comitivas municipais em restaurantes e casas noturnas do Distrito Federal
A rigidez dos protocolos, os discursos políticos e as exaustivas negociações sobre orçamento público deram lugar a noites marcadas por luxo, festas privadas e prostituição de alto padrão durante a 27ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
Após o encerramento das agendas oficiais, restaurantes sofisticados às margens do Lago Paranoá e casas noturnas do Distrito Federal passaram a concentrar o fluxo de prefeitos, vereadores, secretários e integrantes de comitivas municipais em busca de entretenimento reservado e encontros milionários.
Segundo a coluna Na Mira do Metrópoles, nos bastidores da capital federal, o cenário descrito foi de sedãs de luxo, camarotes privados, espumantes e programas negociados em ambientes considerados discretos e frequentados pela elite política.
Diferente dos antigos redutos escondidos da noite, os encontros passaram a ocorrer em locais públicos e sofisticados. Restaurantes de alto padrão viraram pontos de abordagem direta de garotas de programa, que circulavam entre mesas e varandas oferecendo companhia a políticos e empresários.
Segundo os relatos, algumas profissionais apostavam em visual discreto para se misturar ao ambiente executivo, enquanto outras investiam em roupas chamativas e abordagens mais ousadas. O fechamento dos acordos ocorria de forma reservada, com casais deixando os estabelecimentos em direção a carros alugados estacionados próximos aos locais.
A engrenagem do esquema também teria contado com apoio interno. Garçons e funcionários de restaurantes atuariam como intermediários, identificando integrantes de comitivas dispostos a gastar altos valores em troca de programas de luxo.
Enquanto o Lago Paranoá concentrava os encontros mais sofisticados, a região do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) virou centro de intensa movimentação noturna. Uma casa especializada em entretenimento adulto teria criado um sistema de bonificação para motoristas de aplicativo que levassem clientes ao local.
O pagamento funcionava por indicação concluída. Conforme os relatos, os condutores recebiam transferências via Pix para cada passageiro que entrasse na boate, o que gerou uma corrida entre motoristas em busca de prefeitos e assessores hospedados na capital.
Mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp orientavam os motoristas sobre como abordar políticos sem levantar suspeitas. O foco das orientações era vender discrição, exclusividade e ambientes reservados para evitar exposição pública.
A Marcha dos Prefeitos reúne anualmente milhares de gestores municipais em Brasília para discutir pautas administrativas, repasses federais e demandas das cidades brasileiras. Neste ano, porém, os bastidores da madrugada acabaram chamando tanta atenção quanto os debates oficiais realizados nos auditórios da capital.
Folha do Estado

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Bianca L. Trindade
Bianca Lauher da Trindade
Estágio sob supervisão I Jornalista Daniel Trindade - MTB 3354 -MT
Diretora Comercial - Portal de Notícias
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