
Especialistas alertam para aumento de despesas operacionais, perda de competitividade e risco de avanço da informalidade com a mudança na jornada de trabalho
A proposta que prevê o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um — vem ganhando força no Congresso Nacional, mas também acende um alerta no setor produtivo.
Empresários e especialistas apontam que a mudança pode trazer impactos negativos para a economia, com aumento de custos, redução de empregos formais e pressão inflacionária.
Um dos principais pontos levantados é o aumento dos custos operacionais para as empresas.
Com menos dias de trabalho por funcionário, muitas companhias precisariam contratar mais trabalhadores para manter a operação durante toda a semana, o que elevaria a folha salarial, os encargos trabalhistas e, em alguns casos, o pagamento de horas extras.
A consequência direta pode ser a compressão das margens de lucro e a perda de competitividade, especialmente em setores com alta demanda de mão de obra.
No comércio e no setor de serviços, a preocupação é ainda maior. Como muitos estabelecimentos funcionam sete dias por semana, a redução da jornada pode dificultar a manutenção das operações em horário integral, gerando equipes menores, sobrecarga de trabalho e até redução no atendimento ao público.
Os custos extras também podem ser repassados ao consumidor. Especialistas avaliam que produtos e serviços podem ficar mais caros, o que aumentaria a pressão inflacionária, principalmente em áreas como alimentação, transporte e serviços em geral.
Em setores operacionais e industriais, a alteração na escala pode provocar queda de produtividade. A maior troca de turnos e a interrupção de processos contínuos podem gerar gargalos logísticos, perda de ritmo e aumento do custo por unidade produzida.
As pequenas e médias empresas estão entre as mais vulneráveis. Com menor capacidade financeira para absorver custos extras ou contratar mais funcionários, muitas podem reduzir a operação ou até encerrar atividades.
A mudança também pode pressionar setores essenciais, como saúde, segurança, transporte e logística, que exigem funcionamento contínuo. Nessas áreas, manter plantões e escalas pode se tornar mais caro e complexo.
Na avaliação de especialistas, o conjunto desses fatores pode gerar um efeito cascata na economia: aumento de custos, menos empregos, menor consumo e desaceleração econômica.
Folha do Estado

Não perca nenhum detalhe desta e de outras notícias importantes. Siga nosso canal no WhatsApp e acompanhe nosso perfil no Instagram para atualizações em tempo real.
Tem uma denúncia, sugestão de pauta ou informação relevante? Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp ou pelo telefone (66) 99237-4496. A sua participação fortalece um jornalismo comprometido com a comunidade.
Bianca L. Trindade
Bianca Lauher da Trindade
Estágio sob supervisão I Jornalista Daniel Trindade - MTB 3354 -MT
Diretora Comercial - Portal de Notícias
Marketing Digital - Redação




