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Ex-deputado afirmou que cenário seria diferente caso críticos de sua suposta atuação em favor da esposa fossem aliados de Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (foto) afirmou nesta quarta-feira, 24, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é “covarde” por não adotar medidas contra aqueles que apontam o dedo para a suposta atuação do magistrado em benefício de um banco defendido por sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Segundo Eduardo, o motivo para falta de ação seria que, “do outro lado”, não estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e os conservadores.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 24, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é “covarde” por não adotar medidas contra aqueles que apontam o dedo para a suposta atuação do magistrado em benefício de um banco defendido por sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
“Sabe o porquê Moraes ainda não confiscou o passaporte, botou tornozeleira e tampouco prendeu ninguém? Porque do outro lado não é Jair Bolsonaro e conservadores. Isso comprova o que eu sempre disse: Moraes é covarde. Quando ele sair daquela cadeira ele será esculhambado por aqueles que hoje o bajulam. Não há honra entre criminosos”, escreveu no X.
Conversas com BC
Na terça, 23, Moraes divulgou uma segunda nota oficial para rebater informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo segundo as quais ele teria tido pelo menos cinco conversas com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para discutir a venda do Banco Master para o BRB.
No comunicado, Moraes afirmou que teve duas reuniões com Galípolo para discutir os efeitos da Lei Magnistky: uma em 14 de agosto e outra em 30 de setembro. Os encontros ocorreram no STF. “Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto”, disse Moraes.
Suspeitas
Entre tantas negativas, Viviane e Moraes não negaram que o escritório da família tenha firmado um contrato de 129 milhões de reais com um banco que tentava escapar da liquidação extrajudicial com uma venda para o BRB, um banco público.
O ministro disse, na segunda nota publicada em menos de 24 horas para se defender, que “o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”. Mas o contrato, revelado por O Globo, previa atuação perante o BC.
Outro dado relevante: a atuação de Viviane no STF aumentou muito depois que seu marido assumiu a cadeira de juiz.
O Antagonista

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