
Encerrando uma trajetória marcada por credibilidade e emoção, Bonner deixa a bancada do JN e passa o comando a César Tralli, que estreia na segunda-feira inaugurando uma nova fase no telejornal.
por Daniel Trindade
William Bonner encerra hoje um dos capítulos mais marcantes da história do telejornalismo brasileiro. Após 29 anos à frente do Jornal Nacional, ele se despede da bancada em uma edição especial marcada por homenagens e emoção. O jornalista, que se tornou sinônimo do noticiário da Globo desde 1996, passou quase três décadas conduzindo o principal telejornal do país com seriedade, sobriedade e credibilidade. Sua trajetória se confunde com a própria evolução do jornalismo televisivo no Brasil, consolidando o padrão de apresentação e edição de notícias que marcou gerações.
Nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, em 1963, William Bonner iniciou sua carreira na imprensa ainda jovem, trabalhando em rádio e televisão. Formado em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo (USP), ingressou na Rede Globo em 1986 como editor e apresentador do “SPTV”. Logo depois, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde se destacou como editor e apresentador do “Jornal da Globo” e do “Fantástico”. Em 1996, assumiu definitivamente a bancada do “Jornal Nacional”, ao lado de Lillian Witte Fibe, e depois de Fátima Bernardes, com quem foi casado por mais de 25 anos. Posteriormente, dividiu a bancada com Patrícia Poeta e, desde 2014, com Renata Vasconcellos.
Durante seu período como editor-chefe e apresentador, Bonner foi responsável por coberturas históricas, como as eleições presidenciais, a morte de figuras públicas de relevância nacional, crises políticas, catástrofes e eventos mundiais. Também conduziu edições especiais, como a cobertura dos atentados de 11 de setembro, a pandemia de Covid-19 e a transição de governos recentes. Sempre discreto e de postura reservada, Bonner manteve sua imagem como um símbolo de credibilidade e imparcialidade. Seu “boa noite” tornou-se parte da rotina dos brasileiros.
Nos bastidores, Bonner já vinha expressando o desejo de se afastar da bancada para buscar novos desafios e reduzir a carga de trabalho. Aos 62 anos, continuará na Globo, onde deve estrear em 2026 como apresentador do “Globo Repórter”, projeto que permitirá maior flexibilidade de agenda e dedicação a reportagens especiais, longe da rotina diária do noticiário ao vivo. Em depoimentos recentes, o jornalista afirmou que não se trata de uma aposentadoria, mas de uma mudança necessária para uma nova fase pessoal e profissional.
Quem assume o lugar de Bonner a partir da próxima segunda-feira é César Tralli, um dos nomes mais respeitados da atual geração de jornalistas da emissora. Com 54 anos, Tralli iniciou sua carreira na TV Globo em 1993, também em São Paulo, e construiu uma trajetória sólida como repórter, apresentador e âncora. Passou por coberturas marcantes como os atentados de 11 de setembro, os Jogos Olímpicos, tragédias ambientais e grandes operações policiais. Tornou-se conhecido pela clareza e firmeza na condução de entrevistas e reportagens.
Tralli esteve à frente do “SP1”, antigo “SPTV 1ª edição”, por mais de uma década, e desde 2021 apresentava o “Jornal Hoje”, atração que modernizou com um estilo mais dinâmico e direto. A boa performance e a alta audiência o tornaram um nome natural para a sucessão de Bonner, em um processo de transição planejado pela Globo nos últimos anos. Internamente, é visto como um profissional equilibrado, experiente e capaz de manter o padrão editorial do “Jornal Nacional”, ao mesmo tempo em que traz leve atualização ao formato.
Casado com a apresentadora Ticiane Pinheiro, César Tralli é pai de Manuella, de 5 anos, e também padrasto de Rafaella Justus. É conhecido por seu perfil disciplinado, ética profissional e dedicação extrema ao trabalho, características que o aproximam do perfil construído por Bonner ao longo de décadas. Ele assume o desafio de comandar o principal telejornal do país em um momento em que o jornalismo enfrenta transformações profundas, com novos formatos digitais e um público cada vez mais exigente.
A substituição marca o fim de uma era e o início de uma nova fase para o “Jornal Nacional”. A emissora preparou uma despedida comovente, que deve incluir imagens de momentos marcantes de Bonner à frente do telejornal e depoimentos de colegas de redação. A transição, cuidadosamente planejada, pretende reforçar a continuidade editorial e transmitir ao público a sensação de renovação sem ruptura.
Com isso, William Bonner encerra um ciclo de quase três décadas à frente do noticiário mais importante do país, passando o bastão a César Tralli, que representa a nova geração de âncoras formados sob a escola de credibilidade e rigor jornalístico que o próprio Bonner ajudou a consolidar.

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





