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Partido Liberal formaliza trâmite disciplinar para desligar parlamentar investigado por estupro de vulnerável.
Por Redação
O diretório municipal do Partido Liberal (PL) em Canarana, Mato Grosso, instaurou formalmente o processo disciplinar para a expulsão do vereador Thiago Bitencourt, que é investigado por estupro de vulnerável. A presidente da sigla na cidade, Claudia Gervazoni, confirmou a medida e explicou que, apesar da pressão por uma desfiliação imediata, o partido seguirá o rito estatutário, garantindo a ampla defesa ao vereador.
Conforme Gervazoni, a próxima etapa do procedimento envolve a notificação do advogado de Thiago Bitencourt. O defensor terá a incumbência de apresentar a defesa do parlamentar perante o Conselho de Ética do PL, conforme os prazos estabelecidos pelo regimento interno da legenda. A presidente enfatizou que todas as providências administrativas cabíveis para a instauração do processo já foram tomadas.
Thiago Bitencourt é parente por consideração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho. Assim que teve conhecimento da prisão do vereador, Ananias Filho agiu prontamente, determinando a suspensão de Bitencourt das atividades partidárias até a conclusão das investigações criminais.
O caso de Thiago Bitencourt ganhou destaque nacional, impulsionando manifestações da ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro. Conhecida por sua atuação contra o abuso infantil, Michelle solicitou publicamente a expulsão do vereador, gerando uma onda de pronunciamentos de membros do partido em todo o Brasil que intensificaram a pressão para o desligamento do parlamentar.
Ananias Filho, por sua vez, optou por não intervir diretamente no processo de expulsão, permitindo que a presidente do diretório local, Claudia Gervazoni, conduzisse os trâmites conforme as orientações da executiva nacional. A expulsão do vereador, anunciada pela dirigente municipal, deve seguir os preceitos da legislação eleitoral, que assegura o direito à ampla defesa e ao contraditório.
Paralelamente à desfiliação forçada, diversos parlamentares do PL defenderam a aplicação de punições severas, caso o vereador seja condenado. Propostas como pena de morte, prisão perpétua e castração química foram ventiladas. Contudo, é importante ressaltar que nenhuma dessas condenações está prevista no Código Penal brasileiro vigente.
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