Thawê Garimpeiro continua sob investigação na Operação Diaphtora
Por Daniel Trindade
Thawê Rodrigues Dorta, conhecido como Thawê Garimpeiro e eleito vereador em Peixoto de Azevedo, teve pouco mais de R$ 11 mil e dois computadores devolvidos por ordem do juiz João Zibordi Lara. Apesar da restituição dos bens, Thawê permanece como réu na ação resultante da Operação Diaphtora, que desmantelou um “gabinete do crime” no escritório do delegado Geordan Fontenelle na cidade.
A operação, iniciada em março de 2024, visa combater um esquema de cobrança de propina comandado por Fontenelle. Mesmo com a eleição de Thawê como vereador — cargo conquistado com 485 votos e R$ 3 milhões em bens declarados — ele continua no polo passivo da ação, já que as investigações ainda estão em curso.
Além de Thawê, Fontenelle, o investigador Marcos Paulo Angeli e o advogado Geerson Cavalcanti Paixão foram indiciados por corrupção passiva, falsidade ideológica e associação criminosa. As investigações revelaram que o “gabinete do crime” de Fontenelle extorquia pessoas que chegavam à delegacia de Peixoto, cobrando propinas para liberar custodiados e realizar outras transações ilegais.
Interceptações mostraram que Fontenelle e Angeli negociaram valores como R$ 15 mil para devolver uma caminhonete a uma vítima de golpe, além de receberem repasses mensais de uma cooperativa envolvida no comércio ilegal de mercúrio. Apesar de Fontenelle ter pedido demissão após a operação, ele e outros réus — com exceção de Thawê — são monitorados eletronicamente. A investigação continua, com foco nos desdobramentos do esquema de corrupção.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"




