Operação Fair Play revela esquema de R$ 66 milhões envolvendo organização criminosa
Por Daniel Trindade
O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, determinou a suspensão das atividades econômicas do time de futebol amador Amigos de WT e de uma empresa mecânica, ambas acusadas de participar de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico de drogas. Essa ação faz parte da Operação Fair Play, executada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil no dia 27 de novembro.
Paulo Witer Faria Paelo, conhecido como WT, tesoureiro da facção Comando Vermelho de Cuiabá, é o proprietário do time de futebol. A empresa mecânica, A.N.M. dos Santos, foi criada por Andrew Nickolas Marques dos Santos, um dos principais colaboradores de WT. As investigações revelaram que essas entidades eram utilizadas como fachadas para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
A análise do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) destacou que a movimentação financeira das empresas era incompatível com seus perfis cadastrados. Grandes somas de dinheiro, oriundas de fontes não identificadas, foram registradas nas contas das empresas, levantando suspeitas de atividades ilícitas.
Além disso, transações financeiras na empresa mecânica mostraram sinais de alerta, incluindo um capital declarado de R$ 800 mil e transações em dinheiro que não condiziam com o padrão usual dos clientes. Depósitos fracionados, uma tática comum na lavagem de dinheiro do tráfico, foram identificados, fortalecendo as suspeitas contra a organização.
A Operação Fair Play é uma continuação da Operação Apito Final, que desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Comando Vermelho. Paulo Witer, preso desde abril, é o alvo principal das investigações. A operação mais recente resultou na emissão de 19 mandados judiciais, com 11 prisões e 8 buscas realizadas, além de suspensões de atividades econômicas, apreensão de veículos e bloqueio de bens.
A Operação Apito Final, iniciada em abril, já havia cumprido 25 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão, congelando 33 imóveis, 45 veículos e 25 contas bancárias ligadas ao esquema de R$ 65,9 milhões. A GCCO revelou que WT utilizava terceiros, incluindo amigos e familiares, para adquirir e movimentar bens em nome da organização criminosa, evidenciando uma rede complexa de lavagem de dinheiro.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






