Por Daniel Trindade
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu duas pessoas nesta segunda-feira (14) em conexão com o caso de órgãos para transplante que infectaram seis pacientes com HIV. Entre os detidos estão um sócio do laboratório PCS Saleme e um técnico responsável pelos testes de amostras.
O técnico de laboratório, Ivanilson Fernandes dos Santos, prestou depoimento exclusivo ao Jornal Nacional. Ele revelou que o controle de qualidade da sorologia, anteriormente realizado diariamente, passou a ser feito semanalmente a partir de 2024. Santos atribuiu essa mudança a uma ordem para economizar em reagentes caros, dada pela coordenadora Adriana Vargas.
O médico Walter Vieira, sócio do laboratório e responsável técnico, também foi preso. Ele apontou falhas de outros funcionários nos laudos com resultados falso-negativos para HIV.
A polícia realizou buscas em vários endereços, incluindo a sede do PCS Saleme em Nova Iguaçu. O laboratório era responsável por exames da Central de Transplantes e de outras dez unidades de saúde estaduais.
Uma nova denúncia surgiu de Tatiane Andrade, que recebeu um resultado falso-positivo de HIV após o parto em 2023, impedindo-a de amamentar sua filha.
A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informou que o PCS Saleme não realiza mais exames para o estado e criou uma comissão para atender os pacientes afetados.
O laboratório PCS Saleme declarou que oferecerá suporte médico e psicológico aos pacientes infectados. A investigação continua em andamento.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"



