Senador critica aliança de Pivetta com setores ligados ao PT e ao agronegócio milionário e reafirma que o PL seguirá alinhado ao ex-presidente Bolsonaro nas eleições de 2026
por Daniel Trindade
O jantar político realizado em Cuiabá com os barões do agronegócio, entre eles Blairo e Eraí Maggi ambos com histórico de alinhamento à esquerda escancarou o que muitos já viam como o início informal da disputa eleitoral de 2026. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) vem se aproximando de setores ligados ao PT e busca articular uma federação que desagrada o núcleo conservador de Mato Grosso.
A movimentação provocou uma resposta contundente do senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário de Pivetta. Em entrevista à Jovem Pan News, Fagundes classificou a estratégia como incoerente e oportunista : “É estranho, porque o próprio vice-governador disse que não era hora de antecipar as eleições. E agora vemos exatamente isso: antecipando tudo de forma escancarada e se unindo àqueles que seguem o atual governo federal um governo que só quer taxar, aumentar impostos e agravar o sofrimento da população.”
Com mais de três décadas de trajetória política representando o estado, Wellington reafirmou seu compromisso com o Partido Liberal : “Estou há 40 anos no PL, desde a sua fundação, sempre defendendo os mesmos princípios. Vi o partido crescer, passar por transformações, mas nunca perdi a coerência. O ex‑presidente Bolsonaro representa hoje a linha que o PL adotou com firmeza: conservadora, de direita e comprometida com a população. Nós não aceitamos essa carga tributária absurda, nem vamos apoiar projetos que aprofundem desigualdades ou que estejam envolvidos em escândalos como os que vemos hoje, inclusive com desvio de recursos dos aposentados.”

Mesmo antes do início oficial do processo eleitoral, o PL já demonstrou força em 2024 : foram 47% dos votos nas disputas para prefeito, mais de 200 vereadores eleitos e metade da bancada federal conquistada no estado. “O PL tem robustez para apresentar candidatura ao governo, ao Senado cujo nome já está definido e chapas fortes para deputado estadual e federal.”
Quanto ao ex-presidente Bolsonaro, Wellington foi direto : “A ausência dele nas eleições de 2026 seria inadmissível. Isso não seria uma eleição democrática. A liderança de Bolsonaro em Mato Grosso é inegável. Aqui, só perde para Santa Catarina em apoio popular. E a presença dele vai definir o pleito.”
Wellington encerrou sua fala reforçando que prefere usar o tempo restante de seu mandato para trabalhar, e não para alimentar especulações: “Enquanto alguns se reúnem em jantares para alianças questionáveis, eu sigo no Congresso defendendo educação, gerando oportunidades e preparando o estado para o futuro. A campanha será no ano que vem. Agora é hora de trabalhar.”
A antecipação de Pivetta, ancorada por figuras da esquerda e pelos grandes conglomerados do agro, pode gerar força nos bastidores, mas esbarra na realidade das urnas. O eleitor mato-grossense, conservador e alinhado com os ideais bolsonaristas, demonstra resistência à tentativa de aliança com o atual governo federal. Nesse cenário, Wellington Fagundes se apresenta como o nome mais fiel ao sentimento popular, mantendo coerência ideológica, história no PL e o respaldo de quem conhece e representa o interior de Mato Grosso.