Quinze vítimas morreram no local. Na tarde de terça, foi confirmado um óbito de uma criança de 4 anos que tinha sido levada a um hospital da região.
O veículo capotou na via e saiu da pista, na altura da “curva do S”, considerado um trecho perigoso e com histórico de acidentes.
Segundo testemunhas, parte do veículo chegou a pegar fogo. O Instituto de Criminalística de Arapiraca concluiu a perícia no local do acidente e apontou que o ônibus caiu de uma ribanceira com mais de cinco metros de altura. Não foram identificados sinais de frenagem antes da saída da pista, disse a gestão estadual.
O assessor de comunicação de Coité do Nóia, Paulo Roberto, contou à Folha que estava no ônibus de número 6 dos 17 que partiram do município para romaria ao santuário de Padre Cícero.
“A gente parou num posto de gasolina. E o ônibus do acontecido andou mais um pouquinho na frente. A gente só veio ver o ônibus quando já estava acontecendo o fato. A gente só viu as capotadas, uma cena de terror, entendeu? Vimos pessoas voando, gritando”, disse.
Segundo ele, o grupo saiu às 21h30 de segunda (2) de Juazeiro do Norte. “Havia uma visibilidade boa, não tinha neblina, só estava um pouco escuro por conta do horário. Nós não queríamos sair à noite, mas foi um consenso”, relatou.
O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino, disse à reportagem que o grupo de romeiros somava cerca de 800 pessoas.
“Todos os ônibus que a gente mandou são novos. Executivos, ar-condicionado, televisão, banheiro, tudo. E um deles se envolveu nesse acidente. Todo mundo já foi transferido para os hospitais. Agora, a gente está tentando mapear as pessoas, porque todas deram entrada nos hospitais sem documentação”, afirmou.
Uma criança de 9 anos está entre os feridos mais graves, de acordo com o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Ela sofreu um traumatismo cranioencefálico, precisou ser entubada e está internada no HGE (Hospital Geral do Estado), em Maceió.
