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Seis pessoas, incluindo agentes penitenciários e detentos, são alvo de mandados da Polícia Civil em ação que desvenda rede de tráfico no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos.
Da redação
Várzea Grande, MT – Um esquema de contrabando e venda de telefones celulares dentro do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos é o foco de uma nova operação da Polícia Civil, batizada de “Via Paralela”, deflagrada nesta sexta-feira (27). A ação cumpre seis mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações apontam o envolvimento de seis pessoas, entre elas dois policiais penais, detentos da unidade prisional e a esposa de um dos internos. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.
A Polícia Civil revelou que a organização funcionava de maneira estruturada. Policiais penais supostamente aproveitavam seu acesso facilitado à instituição para introduzir os aparelhos. Um dos presos teria um papel central na coordenação da venda dos celulares entre os demais detentos e na gestão do repasse financeiro aos envolvidos.
Segundo os detalhes apurados, os dispositivos eram adquiridos de um fornecedor externo e buscados inclusive em dias de folga dos servidores investigados. Uma vez dentro da unidade, os celulares eram ocultados em locais específicos e, posteriormente, coletados por outro detento com liberdade de circulação para distribuição aos compradores.
O preço dos aparelhos variava entre R$ 400 e R$ 800, e a investigação apurou que até oito celulares poderiam ser inseridos no presídio de uma só vez. Os crimes sob apuração são associação criminosa, corrupção passiva e ingresso ilegal de aparelho telefônico em estabelecimento prisional.
A Secretaria Estadual de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) informou que sua Corregedoria Geral está acompanhando o cumprimento das ordens judiciais e que as medidas administrativas cabíveis serão tomadas em relação aos servidores suspeitos.
O delegado Marlon Luz, responsável pela operação, destacou que o objetivo é desmantelar a rede criminosa e coletar mais evidências para identificar outros possíveis participantes.
Em uma ação relacionada, a Polícia Civil realizou na quinta-feira (26) a Operação Tartufo, que resultou na prisão de três indivíduos por suspeita de tráfico de armas e envio de celulares para penitenciárias em Mato Grosso. A investigação, iniciada em 2023, revelou um grupo com divisão de tarefas dentro e fora do sistema prisional. Um dos principais alvos coordenava a venda ilegal de armamentos e a entrada de telefones na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
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