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Dois agentes de segurança penitenciária perdem a vida em incidentes separados, gerando revolta na categoria e suspensão de visitas em presídios de Mato Grosso.
Por Redação
Mato Grosso enfrenta um cenário de tensão na segurança pública após o registro de duas mortes de policiais penais em um intervalo de menos de 72 horas. Os casos, ocorridos em Várzea Grande e Sinop, provocaram a imediata reação do Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso (Sindspen), que declarou estado de mobilização e suspendeu as visitas na Penitenciária Central do Estado (PCE) no último domingo (23), com o protesto se estendendo ao longo da semana.
O incidente mais recente vitimou José Arlindo da Cunha, de 55 anos, policial penal lotado na PCE. Ele foi assassinado a tiros na noite de sábado (22) em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. José Arlindo da Cunha foi encontrado sem vida na Rua 14 do bairro Itororó. A Polícia Militar informou que o crime teria sido motivado por um desentendimento em uma festa no bairro São Mateus, de onde o agente havia saído.
Relatos policiais indicam que, após o evento, José Arlindo da Cunha foi perseguido por outros veículos. Na Rua 14, um grupo de indivíduos o agrediu, roubou sua arma e efetuou disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local. Paralelamente, R.C.S., de 36 anos, apontado como um dos envolvidos no homicídio, deu entrada já sem vida no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Uma testemunha que o socorreu foi localizada pela Rotam e o veículo utilizado no transporte teve quatro celulares apreendidos, encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para investigação.
O primeiro caso de morte que abalou a categoria foi registrado na noite de quinta-feira (20), em Sinop. O policial penal Fábio Antônio Gimenez Mongelo, de 48 anos, foi encontrado morto por disparo de arma de fogo em sua residência. Vizinhos que ouviram o tiro acionaram a Polícia Militar. A Polícia Civil informou que a morte foi registrada como suicídio. Contudo, em nota, o SINDSPPEN se refere aos dois casos como “homicídios de servidores”.
Diante da sequência de mortes, o SINDSPPEN divulgou uma nota expressando a “sensação de insegurança” que, segundo o sindicato, atinge a categoria. O sindicato cobra “justiça e providências urgentes” das autoridades estaduais e destaca que os incidentes, na visão da entidade, expõem uma “crise na segurança” e a vulnerabilidade dos profissionais da Polícia Penal.
Como medida de protesto e cobrança, o SINDSPPEN iniciou uma mobilização em frente à Penitenciária Central do Estado (PCE), que teve como primeira ação a suspensão das visitações aos presídios no último domingo (23) e seguirá ao longo da semana. O sindicato afirmou que a ação visa pressionar o governo estadual a garantir maior segurança aos servidores e a promover a célere elucidação dos casos, com a responsabilização dos envolvidos. O SINDSPPEN reitera que a Polícia Penal, em sua avaliação, é uma das forças de segurança mais expostas a riscos, devido ao contato direto e diário com a população carcerária.
As investigações dos dois casos seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca identificar os demais envolvidos e as motivações por trás dos crimes.

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