
Rede prestava serviços para prefeituras, clínicas e convênios; investigação aponta descarte de amostras e falsificação de laudos.
Por Daniel Trindade
A unidade da rede de laboratórios Bioseg em Sinop foi lacrada nesta sexta-feira (15) durante a Operação Contraprova, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de fraude e falsificação de exames laboratoriais que atuava em Cuiabá, Sinop e Sorriso. A ação resultou na prisão preventiva de Igor Phelipe Gardes Ferraz, biomédico responsável técnico e sócio da empresa, que já havia sido preso em flagrante em abril deste ano pelo mesmo tipo de crime.
De acordo com as investigações, a Bioseg não realizava os exames internamente nem enviava o material coletado para outros laboratórios. As amostras biológicas, que incluíam secreções de pacientes de home care e testes para detecção de doenças como Covid-19, sífilis, HIV e hepatites, eram descartadas sem qualquer análise. Mesmo assim, laudos falsificados eram emitidos em nome do laboratório e repassados aos pacientes e contratantes.
A rede de laboratórios mantinha contratos com órgãos públicos, incluindo as prefeituras de Sinop e Cuiabá, a Câmara Municipal de Cuiabá, além de clínicas médicas particulares, nutricionistas e convênios médicos. Também realizava atendimentos para pacientes particulares. Nossa redação tentou contato com a empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
A operação desta sexta-feira cumpriu 11 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão nas residências dos sócios e nas unidades da empresa, bem como a interdição judicial das três filiais. O Judiciário determinou ainda a suspensão do registro profissional do biomédico preso, o rompimento dos contratos da Bioseg com o poder público e a proibição dos sócios de firmarem novos contratos com órgãos federais, estaduais e municipais.
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em abril deste ano, após denúncia formalizada à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá indicando que o responsável técnico estaria falsificando resultados de exames. Naquela ocasião, uma das unidades foi interditada e Igor chegou a ser preso em flagrante.
O caso é conduzido pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), com apoio de equipes policiais de Sinop e Sorriso, além de fiscais da Vigilância Sanitária. Ao final do inquérito, os investigados poderão responder por estelionato, falsificação de documento particular, peculato e associação criminosa, crimes que somados podem resultar em até 25 anos de prisão, além de multa.
A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento e novas diligências poderão ser realizadas para identificar outros envolvidos e dimensionar a quantidade de exames fraudados.

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






