
Nova identidade visual da acessibilidade reconhece todos os tipos de deficiência e reforça o compromisso com uma sociedade mais justa e inclusiva.
por Bianca L. Trindade
O Brasil está vivendo um momento histórico na luta por mais inclusão e representatividade. O Senado aprovou um projeto de lei que determina a substituição do antigo símbolo da cadeira de rodas pelo novo Símbolo Internacional de Acessibilidade, criado pela ONU em 2015. A imagem anterior, embora importante, limitava a representação da acessibilidade apenas às pessoas com deficiência física. Agora, a mudança amplia esse olhar, abraçando todas as pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual, múltipla ou não aparente.
A nova imagem mostra uma figura humana com os braços abertos dentro de um círculo. É mais do que um desenho: é uma mensagem visual de acolhimento, autonomia e respeito à diversidade. Representa não apenas quem anda sobre rodas, mas também quem enfrenta barreiras invisíveis todos os dias.
A mudança do símbolo foi aprovada por unanimidade no Senado e seguirá agora para a Câmara dos Deputados. Após ser sancionada, passará a ter força de lei e os locais públicos e privados terão até três anos para atualizar suas sinalizações.
Mas afinal, por que isso é tão importante?
Porque representatividade importa. Milhões de pessoas no Brasil convivem com deficiências que não se encaixavam no antigo símbolo. Quando elas não se veem nos espaços, nas placas ou nos serviços, a sensação de exclusão é real e silenciosa. O novo símbolo reconhece essas existências e diz, com força e simplicidade: “você também pertence.”
Além disso, a mudança ajuda a educar a sociedade sobre o conceito de acessibilidade. Deixa claro que acessibilidade não é só rampa ou elevador. É leitura em braile, intérprete de Libras, comunicação clara, respeito ao tempo de cada pessoa, pisos táteis, recursos tecnológicos, transporte adaptado e muito mais.
E o que você pode fazer?
Você pode divulgar essa mudança. Compartilhe nas redes sociais, converse sobre o assunto na escola, no trabalho, no comércio local. Ajude empresas, igrejas, órgãos públicos e espaços culturais a entenderem a importância dessa atualização. A nova legislação também autoriza o governo a indicar o órgão responsável por regulamentar e atualizar o uso do novo símbolo ou seja, haverá cartilhas, normas técnicas e materiais de apoio que devem ser levados a sério.
Você pode ainda cobrar a implementação da nova sinalização, sugerir a adequação de placas em escolas, estacionamentos e espaços públicos. E mais importante: respeite e escute as pessoas com deficiência, pois nenhuma lei vale se não houver empatia e mudança real de comportamento.
Essa mudança é um convite à reflexão. É o início de um novo capítulo na forma como o Brasil reconhece, acolhe e garante direitos. O símbolo muda, mas o compromisso precisa ser coletivo.
Afinal, acessibilidade não é um favor. É um direito. E divulgar esse direito é uma forma poderosa de construir um país mais justo e inclusivo.
Que essa mudança de símbolo não fique apenas nas placas, mas ecoe em nossas atitudes. A verdadeira acessibilidade começa quando reconhecemos que cada pessoa tem seu jeito único de existir no mundo e todas merecem respeito, espaço e dignidade. Divulgue, compartilhe, questione, apoie. Porque uma sociedade verdadeiramente acessível se constrói com leis, mas se sustenta com consciência e humanidade.

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Bianca L. Trindade
Bianca Lauher da Trindade
Estágio sob supervisão I Jornalista Daniel Trindade - MTB 3354 -MT
Diretora Comercial - Portal de Notícias
Marketing Digital - Redação






